domingo, 10 de setembro de 2017

O outro lado da farda

Com mais de 200 anos de história, a Polícia Militar do Rio de Janeiro é uma instituição que traz em sua trajetória diversos casos marcantes envolvendo personagens da vida real. Por diversos fatores, nem sempre as histórias positivas têm destaque, sendo atropeladas pelo noticiário diário de violência. No entanto, por trás da farda existem homens dignos, trabalhadores e chefes de família que nos impressionam sucessivas vezes pelos atos de coragem e humanidade, se arriscando para salvar seu semelhante.
E não são poucos esses episódios que são exemplos de cidadania e profissionalismo. Desde o auxílio a um cidadão que necessite de ajuda para a travessia de uma rua, passando pela execução de partos emergenciais, até atos de bravura em áreas de confronto, eles protagonizam atitudes que certamente só quem tem vocação para essa função é que suporta e supera. 
Além disso, mesmo numa cidade em guerra como o Rio de Janeiro, muitos deles são voluntários de ações sociais em áreas carentes, através de projetos que envolvem crianças e jovens com pouco ou nenhum acesso a serviços sociais básicos, à cultura e ao esporte.
Um exemplo dessa entrega diária desses heróis da sociedade foi o cabo Renan e o soldado Azevedo, que resgataram as crianças levada numa van escolar. Uma ação sem troca de tiros que preservou não só as vítimas como a população. Eles se arriscaram, entrando sozinhos numa comunidade, por entenderem que qualquer tempo perdido para aguardar reforço poderia ser determinante para a vida dos meninos.
A ação teve saldo positivo, evitando que as crianças fizessem parte de uma estatística crescente de vítimas da violência, como o pequeno Artur, atingido por bala perdida ainda no ventre da mãe.
E poderíamos citar muitos outros episódios, além de projetos sociais realizados ou apoiados pela corporação que, há anos, vem sendo massacrada por boa parte da sociedade, que ignora esses fatos nos quais eles colocam em risco a própria vida em prol do cidadão.
Definitivamente em qualquer profissão os erros ocorrem, devendo ser identificados e, devidamente reparados, porém, os acertos e os pontos positivos merecem o reconhecimento de todos. No caso da polícia do Estado do Rio, que está sendo perseguida e morta, mesmo com todas as limitações e precárias condições de trabalho, a grande maioria ainda representa de forma digna a nossa proteção.

Há outro lado da farda que nos dá esperança, segurança e merece o nosso reconhecimento.
Graças a mídia tendenciosa, ao mal caráter de políticos e a própria índole das “cumunidades”, o que sobra para o policial é isto!

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Agonizando sem socorro enquanto avaliam o preço do que lhe pode ser subtraído, sua arma.

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