segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Mexeu com um mexeu com todos?


Eu pretendia escrever um texto sobre o Ato Ecumênico pelos policiais mortos, mas  me faltaram palavras e sobraram palavrões, o que não me permito postar em respeito aos poucos que compareceram. Decido repetir parte do que postei anteriormente.

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A mãe da soldado Cilene estava tranquila em seus afazeres e nem ela nem a filha nunca haviam comparecido a uma manifestação pela vida do policial. Um dia Cilene não voltou pra casa e sua mãe esteve presente na primeira manifestação que ocorreu. Reclamou do silencio da imprensa, da omissão da sociedade, da ausência dos colegas e da indiferença do Estado. 

O cabo Sebastião estava tranquilo em seus afazeres. Ouvia noticias das mortes de seus colegas mas não era com ele, nunca antes havia comparecido numa manifestação pela vida do policial. Até que um dia foi alvejado em serviço, não morreu, mas perdeu as pernas. 
Na primeira manifestação depois do ocorrido lá estava ele de cadeira de rodas, reclamou do silencio da imprensa, da omissão da sociedade, da ausência dos colegas e da indiferença do Estado.

A filha do policial Antônio estava feliz em seus estudos, conhecera um rapaz responsável com o qual iniciara um namoro com consentimento de seu pai. Um dia Antônio não voltou para casa, foi entocaiado por traficantes e executado com vários tiros na cabeça. Na primeira manifestação depois do acontecido lá estava ela. 
Reclamou do silencio da imprensa, da omissão da sociedade, da ausência dos colegas e da indiferença do Estado.

A esposa do sargento Ricardo estava feliz no casamento, tinha dois lindos filhos que amavam o pai. Um dia Ricardo não voltou para casa, no trajeto deparou-se com uma falsa bltz e bandidos o identificaram como policial. Foi torturado, morto, esquartejado e queimado. Depois disso, sua esposa, que nunca havia comparecido numa manifestação pela vida do policial, compareceu na primeira após o fato. Reclamou do silencio da imprensa, da omissão da sociedade, da ausência dos colegas e da indiferença do Estado.

Os relatos de morte de policiais com os mais diversos requintes de crueldade vão sendo noticiado, são alvejados por vários tiros, esquartejados, queimado e a sociedade não se manifesta por eles. Pior! Nem os seus estão presentes neste momento tão doloroso que só é mostrado nas redes sociais. Os parentes, amigos, e colegas só atentam para a gravidade da situação quando o acontecimento é consigo ou com um bem próximo. 
Link: RVChudo

Não reclamem da sociedade enquanto vocês nunca se preocupam.


Então, duas semanas antes do acontecimento organizado pelo Sub Ten Ricardo Garcia neste domingo, três de setembro, dezenas de vídeos pipocaram nas redes sócias chamando os policias e a sociedade para que comparecessem apoiando a luta contra o extermínio de policias no Rio de Janeiro. Chegando ao local, Monumento dos Pracinhas no Aterro do Flamengo, me deparei com não mais de 350 pessoas presente, onde menos de uma centena eram policiais militares ativos e inativos. Mais uma vez, como em todas as outras, me retirei decepcionado.

Sub Ten Ricardo Garcia

Diferente de outras ocasiões, até um vídeo Institucional foi exibido, tendo como locutor o Coronel Salema, oficial de prestigio na Corporação.

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Coronel Salema

O "Mexeu com um mexeu com todos" não atingiu a maior vítima, o PM.
A Canção do Policial Militar do Estado do Rio de Janeiro teve que ser entoada por gravação do carro de som, já que não haviam vozes que se fizessem ouvir.

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Até o tímido policiamento ficou longe do evento

Reclamam da sociedade, reclamam da imprensa, reclamam dos políticos e se esquecem que levam a maior parte da culpa por suas mazelas, dá vontade de dizer um “ôda-se” e não mais comparecer aos próximos eventos em defesa da vida do policial. Mas no próximo e nos tantos outros que houverem, lá estarei.


2 comentários:

  1. Eu percebi que iria acontecer isso,mesmo não sendo POLICIAL MILITAR,mesmo tendo sido atacado com "TIROS, BOMBA DE GAZ, PORRADA, GAZ DE PIMENTA, dentro do meu Quartel em 2011 quando brigava contra este Desgoverno que é sequência daquele bandido que está preso Ricardo Villete, eu fiz um vídeo e falei que compareceria a este ato ecumênico !
    Mas na última hora decidi não ir, porque se lá estivesse, hoje eu poderia estar preso pelo meu Comandante,ou até mesmo morto pelos POLICIAIS MILITARES que não costumam comparecer as convocações amigo !
    Aqui no Rio de Janeiro está como aquele velho ditado amigo : "LEI DO MURICI, CADA UM TRATE DE SI "!

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