quinta-feira, 6 de julho de 2017

Aos poucos desmontando a Lava Jato

PF confirma fim de grupo exclusivo da Lava Jato em Curitiba.

A Polícia Federal, em nota enviada à imprensa na tarde desta quinta-feira (6), confirmou que os grupos de trabalho dedicados às operações Lava Jato e Carne Fraca passam agora a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor). "A medida visa priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações", diz a PF em nota.
Na véspera, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, comentou nas redes sociais sobre a liberação de recursos para emendas parlamentares pelo governo federal, e alertou que "a Força-tarefa da Polícia Federal na operação Lava Jato deixou de existir".
De acordo com outra nota, encaminhada em seguida pela corporação em resposta a reportagem da Época, "cada delegado do Grupo de Trabalho da Lava Jato possuía cerca de vinte inquéritos cada um". "Com a nova sistemática de trabalho, nenhum dos delegados atuantes na Lava Jato terá aumento de carga de trabalho, mas, ao contrário, ela será reduzida em função da incorporação de novas autoridades policiais", acrescentou a PF, informando que "o número de policiais dedicados a essas investigações chega a 70".

A iniciativa da integração coube ao Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado do Paraná, delegado Igor Romário de Paula, coordenador da Operação Lava Jato no estado, e foi corroborada pelo Superintendente Regional, delegado Rosalvo Franco.
A Polícia Federal frisa que o mesmo modelo foi adotado em outras superintendências da PF, com "resultados altamente satisfatórios", citando operações da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio, do Distrito Federal e de São Paulo. 
A PF informou ainda que foi firmado o apoio de policiais da Superintendência do Espírito Santo, incluindo os delegados Márcio Anselmo e Luciano Flores, ex-integrantes da Operação Lava Jato, e que o efetivo da Superintendência Regional no Paraná está "adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade".
Em maio, o número de delegados dedicados à Lava Jato em Curitiba já tinha caído de nove para quatro, sob o argumento de queda na demanda da operação e de criação de grupos em outros Estados, como Rio e Brasília.
Embora amenizem a situação, o efetivo deixa de estar subordinado aos Procuradores e ficam sob decisões administrativas e/ou políticas.


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