sexta-feira, 14 de julho de 2017

A justiça ou a injustiça


O país tem uma massa de mais de 20 milhões de desempregados, sacrificados, que enfrentam crises de todo o tipo de sorte, mas há alguns privilegiados. No caso dos bancos, se houve corrupção, o lesado foi o povo. Os imperadores não foram condenados. 
Imperadores porque imperam nas decisões econômicas, quando indicam ministros importantes para a área econômica. Imperadores porque comandam quase todas as instituições que um dia foram públicas. Imperadores porque, nas grandes empresas onde imperam os escândalos, eles também estão lá. 
Se realmente o ex-presidente da República roubou, se o crime está comprovado e as peças incriminam, um povo não pode assistir a uma decisão com pena de ladrão de galinha. Se a justiça tem certeza ao condenar - como disse o juiz Sérgio Moro, não há quem esteja acima da justiça -, se tudo realmente procede, num país de leis fortes como na Indonésia, o processo iria muitas vezes contra a própria vida.
Um presidente não pode prevaricar. Se prevaricou e isso está comprovado materialmente, não pode um juiz dar uma sentença que caberia a um pivete de rua. Se a sentença foi por motivação política, ela não pode se explicar. 

As sentenças políticas são ditadas por ditadores, as sentenças da lei se juntam às peças do processo e às provas que incriminam.

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