sexta-feira, 21 de julho de 2017

Insegurança Pública


Quando não se quer resolver um problema, reúnem-se os governantes. Tiram fotos e dizem estar discutindo o problema. Depois, uns jogarão culpa nos outros e a população vai seguir à mercê do banditismos guerrilheiro instalado no Rio.
Segurança é responsabilidade de todos e principalmente das três esferas de governo. O crime tem que ser confrontado, combatido sem concessões.
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O clima é de guerra e numa guerra, as ações não podem ser normais.

Policiais não podem ser caçados e mortos sem uma reação do Estado de forma estruturada e com o devido uso de força letal. Quem com ferro fere, com ferro deve ser conferido.
É preciso que as polícias, em conjunto com as forças armadas, atuem de forma integrada e organizada para prender e desarmar os bandidos fortemente armados que subjugam a população das comunidades carentes e os moradores do asfalto.
Ações cirúrgicas e pontuais devem ser desenvolvidas para extirpar esse câncer social.

Só com o esforço conjunto utilizando inteligência, massa e força é que teremos condições de reverter essa situação de calamidade pública.
Marcelo Itagibadelegado da Polícia Federal, ex-secretário de Segurança Pública do Estado do Rio e ex-deputado federal

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Crise da corrupção pode resultar em eleição de "Trump brasileiro"

'Huffington Post' diz que consequências podem ser globais caso Bolsonaro seja eleito.



 O diário norte-americano The Huffington Post publicou nesta quinta-feira (20) uma longa matéria sobre a crise da corrupção que assola o meio político do Brasil, assim como grandes empresas, faltando pouco mais de um ano para as eleições presidenciais que acontecem em outubro de 2018.
O noticiário diz que a potência não-nuclear do mundo e a quarta maior democracia está em meio a uma crise política que parece que não acaba nunca. Nos últimos três anos, o crescente escândalo de corrupção do Brasil envolveu centenas de políticos, a presidente Dilma Rousseff foi deposta e o ex-presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva, foi condenado a quase dez anos de prisão e o atual mandatário está em vias de ser retirado do seu cargo.
Post avalia que a condenação e possível prisão de um ex-presidente, potencial candidato para as eleições presidenciais do próximo ano, levará o Brasil à uma crise ainda maior. Mas também deve causar preocupação para o resto do mundo. Sem um Brasil estável, será difícil - talvez impossível - resolver os problemas internacionais mais urgentes do planeta.
"O mundo precisa do Brasil", disse Mark Langevin, chefe do Instituto do Brasil na Escola de Assuntos Internacionais Elliott da Universidade George Washington.

Post avalia que a condenação e possível prisão de um ex-presidente, potencial candidato para as eleições presidenciais do próximo ano, levará o Brasil à uma crise ainda maior.

O maior recurso natural do país, a floresta amazônica, é crucial na luta global contra a mudança climática, e o debate sobre como protegê-lo continua sem resolução. O presidente do Brasil, Michel Temer, está em vias de aprovar uma legislação que remova proteções de uma área da Amazônia equivalente ao tamanho de Portugal. E após anos de progresso substancial cortando as emissões de gases de efeito estufa durante a gestão de Lula da Silva, essas emissões voltaram a aumentar nos últimos anos.

O Brasil também está no bom caminho para se tornar o maior exportador de alimentos e produtos agrícolas na próxima década. É o responsável por quase um quinto da água doce disponível no mundo e está entre os principais produtores de biocombustíveis sustentáveis, o que significa que o país está posicionado para ajudar a enfrentar os efeitos potenciais das mudanças climáticas - incluindo a escassez de alimentos e água em certas partes do mundo, acrescenta HP.
As fortes relações do Brasil com a China e a melhoria das relações com outras potências mundiais - incluindo os EUA, a Rússia e a União Européia - também permitem que ele se envolva em "um grande ato de equilíbrio" entre nações com relações mais adversárias, disse Langevin.
"Você não pode ter uma discussão séria sobre as mudanças climáticas, a sustentabilidade, a segurança alimentar, se o Brasil não estiver na mesa", disse Paulo Sotero, diretor do Instituto do Brasil no Woodrow Wilson International Centre for Scholars, com base em Washington Think tank.
Mas, acrescentou, "o Brasil que tem que estar à mesa é um Brasil credível, um Brasil que está sendo gerenciado politica e economicamente de maneira apropriada".
Ai que está o problema. Agora, a cadeira da presidência do Brasil parece desocupada.O escândalo de corrupção é uma grande razão para isso, aponta o Huffington. Lula não é o primeiro, nem será o último político a sucumbir à Lava Jato. Temer, atual presidente do Brasil, também está enfrentando acusações de corrupção e suborno que poderiam desencadear processos de impeachment no Congresso e seus críticos alegaram que seu apoio à lei de desmatamento amazônico é uma moeda de troca para ganhar o apoio da importante bancada ruralista. 
Original em: Huffpost

Você pode fazer algo!


Estou deitada na cama de um quarto de plantão.
Trabalhei por 20h e mesmo assim não consigo dormir.
Só chorar.
Mas pra você, talvez hoje seja uma boa noite.
Você que está na sua cama quentinha, na sua casa, bem alimentado, com algumas frustrações normais do dia a dia porém, vivo.
Deputado protegido por sua segurança armada de fuzis.

Talvez seja uma boa noite para os políticos que têm 50 seguranças garantindo a paz do sono deles. Que têm helicóptero à disposição para os deslocamentos, assim não estão sujeitos a arrastões, assaltos, sequestros…
Deputado e sua segurança constante.

Políticos que não vivem nossa realidade de medo, insegurança, instabilidade… E por não serem atingidos pela podridão da sociedade, simplesmente não estão nem um pouco preocupados com os milhões que são atingidos todos os dias. Simplesmente não pretendem fazer nada para mudar o cotidiano de terror que vivemos.
Hoje deu entrada neste hospital um policial militar.
Atingido por um tiro na cabeça.
Chegou ainda com vida, trazido por quatro outros policiais que, desesperados como quem transportassem seus próprios pais ou irmãos, gritavam tentando mantê-lo acordado.
“Estamos contigo, parceiro. Você vai ficar bem. Nós estamos aqui com você.”
E assim o entregaram aos cuidados da equipe.
Tudo foi feito.
Em perfeita sincronia a rotina de trauma foi realizada e em pouquíssimo tempo estávamos na sala do centro cirúrgico com um neurocirurgião a postos para o procedimento.
A anestesia trabalhando firme, a cirurgia atuando com rapidez e precisão.
Terminou o procedimento. Mas ele faleceu.
Não, essa história não tem um final feliz.
E sim, eu chorei.
Fiz um sinal da cruz no peito dele e saí da sala de cirurgia aos prantos, soluçando… E ainda estou chorando.
Porque não me conformo em perder um policial.
Não me conformo viver numa sociedade tão doente que trata esses homens como bandidos, corruptos.
Fico revoltada de ver como esses caras morrem sem um mínimo de dignidade, com um tiro dado por um marginal, mequetrefe, sem vergonha.., um filho de chocadeira.
Não consigo aceitar a desvalorização dos policiais militares.
Esses caras são heróis!!!!!
Eles botam a farda e sobem o morro pra catar bandido. Pra prender, pra matar.. Não importa.
A função deles é tirar o bandido de circulação pra que VOCÊ não seja assaltado.
Pra que VOCÊ não seja sequestrado.
Pra que SUA ESPOSA não seja estuprada.
Eles arriscam a vida deles por VOCÊ!!!!!!
Por um salário de merda, com um treinamento de merda, com equipamento de proteção pessoal de merda e armamento de merda, eles sobem o morro por VOCÊ.
E como a sociedade retribui???
Rotulando que todo policial militar é bandido.
Todo policial militar pratica abuso de poder.
Todo policial militar é corrupto.
NÃO!!! ELES NÃO SÃO!!!!
Eles são filhos de alguém. Irmãos de alguém. Amigos de alguém. Pais de alguém.
E, repito, saem todos os dias de casa, arriscando a própria vida POR VOCÊ.
É inadmissível o que vêm acontecendo.
Bandido pode matar policial com tiro nas costas que não acontece nada.
Ele é uma pobre vítima da sociedade… E o bandido tava só se vingando do policial malvado que incitou ódio quando deu dura no bandido de forma ultrajante. Coitado do bandido. Ele é gente. O policial não podia tê-lo tratado assim. Policial malvado! A culpa é sua que despertou o ódio num pobre menino de comunidade que nunca teve acesso à nada e foi discriminado por você.
NÃO!!!!
Meu Deus, NÃO!!!!!
Enquanto isso, se um policial atira num bandido, é afastado da corporação, responde à sindicância, perde o direito de atuar.
A polícia está coagida.
Não tem mais um pingo de autonomia.
Resultado?
Policiais morrendo a 3 X 4.
O de hoje, foi só mais um.
Uma estatística. Um número. Um qualquer.

Fazem um enterro bonito, com honras militares e tá resolvido. Vida que segue.
Político falar sobre morte de policial não dá voto.
Falar sobre morte de meninos negros da favela é que dá.
Porque a população odeia policial. Eles são uns babacas corruptos mesmo.
É com os meninos negros que a população se identifica.
PAREM, PAREM, PAREM, PELO AMOR DE DEUS!!!!
Não pode um homem que arrisca sua vida pela sua, morrer tão anônimo, tão indignamente, tão desprezado.
Não pode, Meu Deus. Não pode.
Até quando eu vou ter que ouvir os gritos de desespero das mães dos policiais ecoando nos corredores dos hospitais quando dou a notícia que o filho delas faleceu???
Até quando eu vou ter que consolar uma mãe que diz “como eu vou viver sem nunca mais ver meu filho?”
Até quando eu vou ter que escutar “o filhinho dele de 2 anos é tão apegado com o pai… como vai ser agora??”
Escutar “como eu vou aguentar ver meu filho de 24 anos num caixão?”
Até quando, Meu Deus, até quando????
Parafraseando meu grande amigo e brilhante médico Leandro Cacciari que atuou comigo na sala de trauma hoje, lavando minha farda, plena de sangue do policial, eu pensava: “sempre que eu lavar minha farda suja de sangue, esse sangue nunca vai ser o meu. mas sempre vai ser de algum militar. e eu sinto um puta orgulho de ter escolhido prestar assistência a esses homens que me defendem, te defendem, nos defendem.”
E peço a Deus que esse orgulho dos militares alcance outras pessoas…
Porque quando eu disse para a mãe dele hoje “seu filho morreu como um herói. lembre-se dele sempre com muito orgulho. nunca deixe que te digam o contrário sobre ele.”, eu estava falando de coração.
Descanse em paz, Eric.
Eu tenho muito orgulho de você.




O magistrado cada vez mais longe dos anseios do povo


Uma elite sendo criada? Sim, uma elite dependente e submissa às benesses que o Legislativo possa lhes conceder. E como diz uma máxima, “ninguém dá nada sem querer algo de volta”, imaginamos o que esta “Lei Orgânica da Magistratura” pode alcançar numa temporada de corrupção e corruptos ávidos por escapar do encarceramento e de uma dura pena pecuniária.

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Decisões absurdas nos chegam ao conhecimento todo dia. Traficante preso com armas, munições e 130 quilos de drogas tendo tratamento de viciado, os atrasos e não pagamento de salários de servidores do Rio de Janeiro tendo tratamento de “mero aborrecimento”, fizeram o que fizeram no Estado do Rio de Janeiro por mais de dez anos consecutivos sem que o MPRJ e TJRJ tomasse qualquer iniciativa que detivesse o assalto bilionário dos cofres do Estado. Isto se chama o retorno pelas “benesses” concedidas.

Assim como é feito entre o Executivo e Legislativo, com o toma lá, dá cá; o Judiciário se quedou em levar sua parcela de “dividendos”. Mas não pode vir como “caixa 2”, não pode ser propina, tem que ter respaldo legal. Por mais absurdo que possa parecer.


A drenagem de recursos da população para um grupo de profissionais vorazes e poderosos que hoje detêm, virtualmente, o direito de fazer o que quiserem, com qualquer um. E esse qualquer um somos nós, pobre povo pagador de impostos, reféns do governo que paga “feitores” que não nos deixam rebelar, não nos deixam ter Justiça.


O juiz encara como “inferiores” os que deveria ver como semelhantes  a quem, em tese, deveria servir. A condição de juízes passa a funcionar como um título nobiliárquico, como se um concurso público justificasse a formação de uma “nobreza” funcional à qual os plebeus devem obediência e vassalagem.


Construíram uma “nobreza” comprada, ao invés de juízes togados para dirimir conflitos de interesses, uma “nobreza” servil aos também “nobres corruptos”, que muito bem souberam corromper quem não deveria ser corruptível.




quarta-feira, 19 de julho de 2017

Viadinhos à serviço da ideologia de um partido político.


Durante o período da Segunda Guerra Mundial, as mulheres norte-americanas, substituíram os homens nas fábricas e conquistaram, também, o direito ao uso da calça em denim com modelagem adequada ao seu corpo. Deste modo, as mulheres só foram receber a devida atenção da indústria do jeans muito tempo depois dos homens. 
Até o começo dos anos 6O não era muito comum uma mulher usar calças, restrito apenas as mulheres ousadas. E hoje, ironicamente, todas as mulheres, com exceção das religiosas, usam calças.
O uso de calças pelas mulheres foi conquistado a duras penas, a partir do momento em que tiveram de ser empregadas nas indústrias por ocasião da segunda guerra mundial.
A partir de 1970, as indústrias começaram a lançar modelos que se adequassem ao corpo feminino. Hoje uniformes de trabalho e escolares são na maioria dos casos compostos de calças compridas para homens e mulheres.
Mas veio a ideologia de gênero, uma aberração esquerdista que no Brasil, incentivou os homossexuais nas escolas a aderirem o uso de saias para expressar seu “gênero”. Ora pombas! Homossexual que insiste em usar saias num ambiente escolar é um simples VIADINHO, já que poderiam expressar sua opção sexual com o uso da calça comprida num modelo diferenciado do masculino.
Vimos isso no Colégio Pedro II no Rio de Janeiro, onde um determinado partido político se infiltrou dentro das dependências escolares para incentivar essa afronta e desrespeito as meninas que lá cursam e usam calças compridas.
Mãe de aluna do Pedro II discursa contra a doutrinação esquerdista e escracha a ideologia de gênero durante audiência pública na Câmara Municipal do Rio.
Graças a iniciativa de pais comprometidos com a educação de seus filhos, livres desta interferência nefasta, o partido foi expulso da escola e hoje parece ter voltado às atividades escolares normais.
Um grupo de pais de alunos se organizou para concorrer ao conselho do colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, após se indignarem com a doutrinação que o partido de extrema-esquerda PSOL estava realizando no ambiente escolar.
Demasiadas exposições contra o capitalismo e apologia a revoluções comunistas, além da defesa de ideologia de gênero e outras pautas de extrema-esquerda eram constantes.
Inconformados, um grupo de pais se inscreveu para disputar o conselho do colégio e conseguiram vencer todos os cargos, não sobrando nenhuma vaga para os psolistas.
O reitor do colégio está sendo processado por fazer propaganda do partido dentro da instituição.






Um "viciado" com 130 quilos de maconha?

TJ concede HC e interna filho de presidente do TRE, acusado de tráfico e de vender armas a facção.

Após três meses, desembargadora Tânia Garcia consegue tirar filho da cadeia, só não conseguiu interná-lo em uma clínica de Atibaia.

Antes de ser levado para audiência de instrução e julgamento, prevista para quinta-feira, 20, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu intervir no processo e concedeu habeas corpus parcial para o empresário e engenheiro Breno Fernando Solon Borges, 37 anos. Filho da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), ele deixou a cadeia na sexta-feira para ser internado em clínica de recuperação.
Breno foi preso em 8 de abril deste ano junto com a namorada e um amigo com 130 quilos de maconha, 199 munições de fuzil calibre 762, de uso exclusivo das Forças Armadas, e uma pistola nove milímetros. Estava sendo preso pela segunda vez por arma de fogo do mesmo calibre.
Breno teria sido gravado negociando armas com integrantes de facção criminosa de alcance nacional.

Além disso, segundo despacho judicial, o engenheiro foi flagrado em conversas telefônicas vendendo armas de calibre restrito para facção criminosa formada por presidiários, ou seja, para o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Ainda, segundo o despacho do juiz Idail De Toni Filho, da Vara Única de Água Clara, há provas do filho da presidente do TRE se ofereceu para ajudar na fuga de presos.
Em decorrência destes dois fatores, o magistrado tinha negado o pedido da desembargadora para retirar o filho do presídio de Três Lagoas, onde estava detido desde abril deste ano, e interná-lo em uma clínica médica particular.
O magistrado ainda tinha alegado que, por ser usuário de drogas, Breno poderia ser tratado por médico psiquiatra no presídio.
O caso teve nova reviravolta no fim de semana. Inicialmente, o desembargador Ruy Celso Barbosa Florence, tinha negado habeas corpus ao empresário, porque o pedido não tinha sido analisado pelo juiz de Água Clara.
Como o magistrado analisou e negou o pedido da mãe, a desembargadora recorreu novamente ao Tribunal de Justiça e obteve a concessão parcial do pedido. Ela obteve a interdição judicial do filho ao alegar que ele sofreu do “Transtorno de Personalidade Bordeline”, doença que causa instabilidade nas relações pessoais.
Ruy Celso acatou a argumentação da defesa, de que o empresário precisa de tratamento médico e ser semi-imputável. Os advogados juntaram laudos emitidos pela psicóloga Avany Cardoso e pelos psiquiatras Luiz Felipe Rigonati e Sérgio Delvísio.
O Tribunal de Justiça autorizou a internação do empresário, réu por associação com o tráfico de drogas e posse de arma de uso restrito, para tratamento médico em clínica médica em Campo Grande. Ele negou o pedido para interná-lo em uma instituição de Atibaia (SP).
Florence destaca que Breno não poderia continuar na prisão sob risco de comprometer o tratamento médico.
E ainda critica o juiz de primeira instância, que tinha frisado a análise da internação só após a definição da pena. Para o desembargador, é passível a internação antes da condenação.
A namorada, Isabela Lima Vilalva, e o amigo, Cleiton Jean Sanches Chaves, continuam presos pelo mesmo crime. Ela chegou a ser liberada em 29 de abril pelo desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, mas a 2ª Câmara Criminal revogou o habeas corpus e decretou a prisão da jovem.
A princípio, o juiz de Água Clara manteve a audiência de instrução e julgamento para a próxima quinta-feira.
Ruy Celso determinou que a mãe de Breno assuma o compromisso de apresentá-lo em todas as audiências determinadas pela Justiça.

 





Gleisi mostra que não é uma palhaça: é um monstro

Ao defender Maduro e chamar Che de “guerrilheiro heróico”, Gleisi mostra que não é uma palhaça: é um monstro.



Normalmente quando nos referimos a Gleisi Hoffmann, as vezes incorremos no erro de achar que estamos diante de uma pessoa estúpida e que vive dando declarações desastradas. Nada disso. É principalmente uma pessoa perversa, sem qualquer senso moral.

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Por exemplo, durante a abertura do 23º Foro de São Paulo, na Nicarágua, ela enalteceu Che Guevara e Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, além de celebrar o centenário da Revolução Russa.
Quer dizer, ela apoia tudo que não presta: basta algum socialista fazer genocídio que receberá seu apoio.

Sobre Cuba, ela disse: “Aproveitamos para manifestar nosso irrestrito apoio e solidariedade aos companheiros do Partido Comunista Cubano e ao povo de Cuba diante do retrocesso imposto pela nova administração do governo estadunidense em relação aos acordos alcançados com a administração Obama e a manutenção do criminoso bloqueio econômico”.
Para ela, Maduro é vítima e portanto, o PT “manifesta seu apoio e solidariedade” ao governo de Maduro, que segundo Gleisi, está exposto a uma “violenta ofensiva da direita”. “Temos a expectativa que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica.”

Em relação à ditadura genocida russa, mais apoio: “Comemoramos também o cinquentenário da queda em combate e o assassinato posterior do guerrilheiro heroico, o comandante Ernesto Che Guevara, a quem recordamos para que tenhamos sempre presente a necessidade da transformação social de nossos países”, declarou.
A monstruosidade de Gleisi é completa.

O que diz agora Vossa Excrecência?


Grávida de sete meses e com um filho de 1 ano, Michele Andrade estava a caminho de casa em Cabo Frio, na Região dos Lagos, quando foi surpreendida por um intenso tiroteio em plena Linha Vermelha, via expressa que liga o Rio à Baixada Fluminense. Ao chegar perto do Complexo da Maré, o barulho dos tiros aumentou. Assustada, ela parou o carro e buscou abrigo dentro do 22º BPM (Maré). Lá, já estavam cerca de 50 pessoas que também tinham abandonado seus veículos na pista para escapar dos disparos.


GLOBO


A cena de uma senhora correndo com um bebê no colo para se abrigar dos disparos de marginais, busca abrigo no Batalhão da Maré, na linha vermelha, é algo para se refletir!
Como uma sociedade consegue vivenciar uma realidade dessas sem gravíssimos traumas? A realidade que àquelas pessoas vivenciaram só se compara a Londres durante os bombardeiros nazistas!
Por fim, falem o que quiserem, mas quando o inferno desaba, é a Polícia Militar que todos buscam, foi no abrigo do 22°BPM que as chances de não ser atingido por um tiro de fuzil foram aumentadas, é a PM outrora criticada que saí em socorro da sociedade abandonada pelos seus governantes...
População buscando abrigo dentro do Batalhão da Maré, durante ataque dos marginais.
Gostaria de ouvir nesse momento a opinião da Vossa Excelência a Juíza que impôs diversas restrições a atuação da polícia naquele território hostil, será que se ela estivesse com a sua família dentro de um desses carros ela dispensaria todas as exigências para que a polícia desse a resposta e fizesse parar os disparos sobre essas pessoas indefesas?
Ou só o morador de favela e o vagabundo tem direitos?


terça-feira, 18 de julho de 2017

Moro compara Lula a Cunha

Moro rebate recurso da defesa e compara Lula a Cunha.


Nesta terça-feira (18), o juiz federal Sérgio Moro negou que tenha havido omissões, obscuridades ou contradições na sentença que condenou a nove anos e seis meses de prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seus argumentos, Moro comparou Lula ao ex-deputado Eduardo Cunha. "Ele também afirmava como álibi que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido depósitos de vantagem indevida, mas somente "usufrutuário em vida".
O juiz reforçou que não faltou qualquer elemento para avaliar os fatos e que a defesa de Lula “remanesce omissa em esclarecer qual documento imprescindível da licitação ou dos contratos estaria faltando nos autos para o julgamento”.
"Quanto aos embargos de declaração da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inexistem omissões, obscuridades ou contradições na sentença, devendo a defesa apresentar os seus argumentos de impugnação da sentença em eventual apelação e não em incabíveis embargos", afirmou Moro.
O juiz ainda rebateu o questionamento dos advogados de que havia desqualificado instrumentos de auditoria, interna e externa, que não detectaram atos de corrupção ligados ao ex-presidente. "A seguir o critério da Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, os Diretores da Petrobrás Paulo Roberto Costa, Renato de Souza Duque e Nestor Cuñat Cerveró, que mantinham contas secretas com saldos milionários no exterior e confessaram seus crimes, também deveria ser absolvidos porque as auditorias internas e externas da Petrobrás, inclusive também a Controladoria Geral da União - CGU, não detectaram na época os crimes", traz trecho do despacho de Moro.
O juiz citou ainda o caso do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. “Assim não fosse, caberia, ilustrativamente, ter absolvido Eduardo Cosentino da Cunha (...) ele também afirmava como álibi que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido depósitos de vantagem indevida, mas somente "usufrutuário em vida".
O juiz reforçou que "em casos de lavagem, o que importa é a realidade dos fatos segundo as provas e não a mera aparência".
Uma das argumentações questionava a postura do magistrado, que teria afirmado que a defesa adotou "táticas bastante questionáveis", "de intimidação" ou "diversionismo" durante a fase de instrução.
“Sim, a defesa pode ser combativa, mas deve igualmente manter a urbanidade no tratamento com as demais partes e com o julgador, o que, lamentavelmente, foi esquecido por ela em vários e infelizes episódios, mencionados apenas ilustrativamente na sentença”, respondeu Moro.
Ao longo do texto, o juiz ainda respondeu a outros oito argumentos dos advogados de Lula, que tratavam de cerceamento de defesa, análise e valoração de depoimentos, contestação de provas, e dosimetria da pena. Moro concluiu que nos embargos de declaração do ex-presidente inexistem apontamentos de omissões, obscuridades e contradições, “devendo a defesa apresentar os seus argumentos de impugnação da sentença em eventual apelação e não em incabíveis embargos”.
Lula foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo sobre o triplex no Guarujá. A defesa de Lula havia solicitado esclarecimentos sobre 10 tópicos da decisão de Moro. 

Para Aristóteles, ética e política são inseparáveis.


A filosofia aristotélica constitui uma visão sistemática e integrada do conhecimento, com a valorização da ciência empírica, da ética e da política. Aristóteles divide o conhecimento da seguinte forma: prático (práxis), produtivo (poiesis) e teórico. O conhecimento prático abrange principalmente o estudo da ética e da política. A ética é um saber prático e pressupõe três elementos fundamentais da filosofia aristotélica: o uso correto da razão, a boa conduta (eupraxia) e a felicidade (eudaimonia).


    Aristóteles desenvolveu uma reflexão ética perguntando-se sobre o fim último do ser humano. Para o quê tendemos? E respondeu: para a felicidade. Todos nós buscamos a felicidade. E o que Aristóteles entende por felicidade? Uma atividade conforme a razão – realização do que há de mais característico do ser humano – e a virtude (ARISTÓTELES, 1987, Livro I). “A felicidade é, para Aristóteles, a atividade da alma segundo sua virtude (excelência). E tal virtude, ou excelência, reside na sua atividade racional” (FERRAZ, 2014, p. 43).

Para Aristóteles a felicidade está ligada à atividade humana, sendo um tipo de atividade em conformidade com a “reta razão” e com a virtude (areté). Isso quer dizer que a vida virtuosa é racional. A felicidade implica a educação da vontade em conformidade com os princípios racionais da moderação e, finalmente, está fundamentalmente ligada à política, uma vez que o homem é definido como animal político e sua conduta ética tem expressão na pólis e a partir dela é julgada. É na sociedade – na pólis – que os homens podem alcançar o bem supremo: a felicidade, daí porque, em Aristóteles, ética e política são inseparáveis.

[...] razão, ética e política são elementos inseparáveis, constitutivos do homem em Aristóteles. Por um lado, a característica de ser racional o conduz à vida política. A vida política, por sua vez, norteará o bem viver ou o viver ético deste homem, que terá como expressão mais própria desta boa vida a própria vida racional. Conclui-se, assim, um círculo virtuoso que para existir não pode prescindir de nenhum destes três elementos que lhe são constitutivos (PANSARELLI, 2009, p. 14).

            A importância dada por Aristóteles à vontade racional (a vontade guiada pela razão como elemento fundamental da vida ética), à deliberação e à escolha o levou a considerar uma virtude como condição de todas as outras e presente em todas elas: a prudência ou sabedoria prática. O prudente é aquele que, em todas as situações, é capaz de julgar e avaliar qual a atitude e qual a ação que melhor realizarão a finalidade ética, ou seja, entre as várias escolhas possíveis, qual a mais adequada para que o agente seja virtuoso e realize o que é bom para si e para os outros.

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        Também devemos a Aristóteles outras contribuições importantes no campo da reflexão sobre a ética e a moral, principalmente a partir de sua obra Ética a Nicômaco, onde o mesmo procurou refletir sobre as virtudes que constituiriam a arete (a virtude ou excelência ética) e a moralidade grega. Com sua bem conhecida teoria da virtude como justa medida, Aristóteles distinguiu vícios e virtudes pelo critério do excesso, da falta e da moderação. Eis um pequeno esboço que encontramos das virtudes e vícios correlatos em sua obra:

Vício por falta
Virtude
(meio-termo)
Vício por excesso
Covardia
Coragem
Temeridade
Insensibilidade
Temperança
Intemperança
Avareza
Liberalidade
Prodigalidade
Mesquinez
Magnificência
Vulgaridade
Pusilanimidade
Magnanimidade
Vaidade
Pacatez
Calma (Paciência)
Irascibilidade (fúria)
Falsa modéstia
Veracidade
Jactância
Rusticidade
Espirituosidade
Zombaria
Impudência
Modéstia
Acanhamento

A virtude da coragem não significa nada temer. Enquanto o covarde é aquele que tudo teme, o corajoso age com equilíbrio, de acordo com a prudência e a moderação (sophrosine). Desta forma, a coragem é uma justa medida entre a covardia e a temeridade (destemor). A temperança (qualidade ou virtude de quem é moderado, comedido), o equilíbrio entre a intemperança e insensibilidade. A liberalidade (qualidade ou condição daquele que é liberal, no sentido de generoso) uma justa media entre a prodigalidade (dar em grande quantidade, gastar em profusão) e a avareza. Todas essas virtudes devem ser praticadas pelo filósofo e pelos indivíduos de uma forma geral.

A Ética nas obras de Aristóteles

            Aristóteles trata da moral em três obras: a Ética a Nicômaco, provavelmente publicada por Nicômaco, seu filho, ao qual é dedicada; a Ética a Eudemo, inacabada, refazimento da ética de Aristóteles, devido a Eudemo; e a Grande Ética, compêndio das duas precedentes, em especial da segunda. Consoante sua doutrina metafísica fundamental, todo ser tende necessariamente à realização da sua natureza, à atualização plena da sua forma: e nisto está o seu fim, o seu bem, a sua felicidade, e, por consequência, a sua lei. Visto ser a razão a essência característica do homem, realiza ele a sua natureza vivendo racionalmente e sendo disto consciente. E assim consegue ele a felicidade e a virtude, que é precisamente uma atividade conforme à razão, isto é, uma atividade que pressupõe o conhecimento racional. Logo, o fim do homem é a felicidade, a que é necessária a virtude, e a esta é necessária a razão. A característica fundamental da moral aristotélica é, portanto, o racionalismo, visto ser a virtude ação consciente segundo a razão, que exige o conhecimento absoluto da natureza e do universo, natureza segundo a qual e na qual o homem deve operar.

[...] ao início daquela que é provavelmente sua mais importante obra dedicada à filosofia prática, “Ética a Nicômaco”, Aristóteles afirma que o objeto de todo “procedimento prático e toda a decisão” visam a um certo bem40. Tal bem seria o “bem supremo” do homem, isto é, seu “fim derradeiro”, aquele em torno do qual todos os demais, por assim dizer, “orbitariam”. Tal fim, como Aristóteles no decorrer da obra esclarecerá, será a eudaimonia (felicidade) (FERRAZ, 2014, p. 45).

            Nesta obra fica claro como a felicidade é o telos (o fim) da filosofia prática aristotélica e que pressupõe uma ação virtuosa e racional. É também nesta obra que aparece a clássica definição aristotélica da virtude como uma justa medida (ARISTÓTELES, 1987, Livro II). “A virtude irá consistir no “meio termo” (ou na “justa medida”) entre dois extremos. Todas as virtudes éticas são um “meio termo” entre dois extremos” (FERRAZ, 2014, p. 50). Ou nas palavras do próprio Aristóteles:

A virtude é uma disposição de caráter relacionada com a escolha de ações e paixões, e consistente numa medianía, isto é, a medianía relativa a nós, que é determinada por um principio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. É um meio termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta, pois nos vícios ou há falta ou há excesso daquilo que é conveniente no que concerne às ações e às paixões, ao passo que a virtude encontra e escolhe o meio-termo” (1987, Livro II, 1107 a 1-5)

            O que faz de Aristóteles um herdeiro legítimo da tradição pitagórica e platônica segundo a qual a sabedoria pode ser expressa na máxima: “nada em excesso”. E é nesta obra que Aristóteles propor uma classificação em especial de pelo menos doze virtudes (tal como vimos no quadro mais acima), a saber: coragem, temperança, liberalidade, magnificência, magnanimidade, ambição apropriada, paciência, veracidade, sagacidade, amabilidade, modéstia e justa indignação (ARISTÓTELES, 1987, principalmente Livros III e IV).

Referências Bibliográficas

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução de L. Vallandro e G. Bornhein da versão inglesa de W. D. Ross. São Paulo, Abril, 1987. (Os Pensadores)
FERRAZ, Carlos Adriano. Elementos de ética. Pelotas: NEPFil online, 2014. Acessado em 18/03/2016.
PANSARELLI, Daniel. Para uma história da relação ética-políticaRevista Múltiplas Leituras, v.2, n.2, p. 9-24, jul. /dez. 2009. Acessado em 12/02/2016.