sábado, 18 de novembro de 2017

EXIGIMOS UM PAÍS LIMPO SENHORES JUÍZES!


Não pode haver desânimo! ​
Não vamos esmorecer​!
Não há como deixar de manifestar a preocupante percepção de que o P​aís está desorientado, na direção oposta ao seu Norte, e que de muito pouco, ou nada, têm servido as, até agora pouco expressivas, demonstrações de indignação e de revolta de um povo que parece anestesiado.
Apavora a perspectiva, nada desprezível, de que nas eleições gerais de 2018 o cidadão tenha diante de si candidatos, inclusive para a própria direção máxima do País, que não passam de criminosos condenados na primeira e até mesmo na segunda instância, dependendo da visão desvirtuada da Suprema Corte, que​,​ cada vez mais​,​ parece disposta a rever a prisão a partir da condenação neste grau. Acham, não poucos de seus integrantes​, que isso é garantir o inteiro direito de defesa do indivíduo. É fazer Justiça.
Só não explicam como ficaríamos nós, governados, e o P​aís, diante do mundo, com um presidente da República e um Congresso composto por condenados. Algum País com ​”​P​”​ maiúsculo se disporia a negociar ou manter relações normais com um estado que reconhece a si próprio como um estado bandido, corrupto e corruptor? Claro que isso não faz sentido, seria caso único na história das nações, até então nunca visto ou sequer imaginado.
E nós, e a sociedade? Aceitaríamos passivamente? Será que não temos a obrigação de esbravejar contra essa excrecência enquanto é tempo? Claro que sim. Todos. Isso não pode, sequer, ser visto como indevida interferência na área política, pois isso não é política, e por isso não se exclui ninguém, nem mesmo os fardados. Manifestar-se é preciso! ​Trata-se da sobrevivência da Nação!
E mais, ninguém desconhece hoje que as eleições no Brasil são manipuladas e fraudadas, e as malas de dinheiro estão por aí, espalhadas em aparelhos petistas, peemedebistas, tucanos, similares às de um famigerado político baiano, prontas para comprar o voto encabrestado da legião de miseráveis que eles criaram e que alimentam suas ambições.
Não podemos permitir a concretização desse crime, com a tranquilidade de saber que o Bem e a verdadeira Justiça estarão do nosso lado.

Gen Div Gilberto Rodrigues Pimentel, Presidente do Clube Militar

O que a senhora tem a ver com isso?

Muito obrigado Presidente STF Cármen Lúcia Antunes Rocha. O Rio de Janeiro acaba de ver três ladrões do erário público serem soltos por outros 39 bandidos como eles.
O que a senhora tem a ver com isso?
Realmente tudo!
Esteve em suas mãos o “voto de Minerva” para estancar esse absurdo, mas a Senhora fugiu da responsabilidade e resolveu deixar nas mãos do Legislativo a decisão sobre o destino legal de seus membros bandidos. O resultado que o Rio de janeiro está vendo hoje é o reflexo de sua atitude que permitiu a soltura do Senador Aécio Neves e a devolução de seus direitos políticos pelos seus pares, igualmente corruptos que queriam uma proteção idêntica.
Afinal, o que a Senhora achou que eles fariam com a faca e o queijo na mão?
Senhora Presidente. A Senhora é fluente em alemão, italiano, francês e espanhol, mas é analfabeta na língua do povo sofrido, do povo honesto, do trabalhador que paga obrigatoriamente seus impostos que financiam todos os privilégios dos acastelados no poder, seus enormes salários e gordas aposentadorias que já não lhes bastam, pois precisam roubar cada vez mais e mais.
A Senhora não teve filhos nem netos e talvez por isso não consiga entender do que estou falando.


Obrigado presidente Cármen. O povo humilhado da nossa Cidade lhe agradece enquanto, mais uma vez, enxuga as lágrimas pela covardia sofrida e limpa com resignação o “escarro” que ainda lhe escorre pela face.

Texto de um cidadão carioca comum e anônimo, escrito em 17/11/2017, após constatar que a saída legal para o Brasil já não existe.

Passou desapercebido aos olhos mais atentos.


Ações coordenadas, que aos olhos menos atentos, passaram despercebidos:
- Rede Globo não noticiou as Manifestações Intervencionistas, que ocorreram no país inteiro;
- Linha Amarela do Metrô de São Paulo FECHADA COMPLETAMENTE (nunca havia ocorrido isso aqui em São Paulo antes), justamente no dia da Manifestação na Av. Paulista, detalhe: essa linha é importantíssima e permite levar pessoas das zonas Oeste e Sul (altamente povoadas), para a av. Paulista.
- Nas semanas que antecederam à Manifestação, todos os intervencionistas reclamaram de que foram CENSURADOS nas suas redes sociais, de que suas mensagens diminuíram o alcance, que suas postagens não saiam mais do seu círculo de amizades e que não tinham mais retorno de compartilhamento, visualização, etc, caracterizando um boicote, uma censura, um cerceamento do nosso direito constitucional de nos manifestar.
- Governo criou crises na economia e destruiu o emprego no Brasil, para escravizar a população, que, desempregada, não possui nem dinheiro para se locomover e pagar a condução para chegar na av. Paulista e participar das Manifestações
- Colocar um aparato de SOM de altíssima potência, justamente no MASP, onde o Movimento Intervencionista, há meses, já havia reservado com as autoridades, para a realização das Manifestações na av. Paulista.
- O circo que foi criado na av. Paulista, (em cada esquina, existe uma banda de música), fazendo com que o som das manifestações fossem abafados, e fomentando ainda mais animosidade entre as pessoas que estavam lá lutando para salvar o seu país, e as pessoas que estavam lá curtindo o seu sonzão "de boas".



- A presença de vários ativistas de esquerda, que fizeram o possível e o impossível para tentar criar um clima de guerra, QUE NUNCA EXISTIU, pois o Movimento Intervencionista É LEGALISTA, ou seja, as pessoas que vão nessas manifestações, são pessoas comuns, normais, ordeiras, de família, na sua maioria esmagadora, conservadores, cristãos, pessoas que vão cumprir o seu papel patriótico, LEGAL e CONSTITUCIONAL. JAMAIS um intervencionista vai numa manifestação para criar qualquer tipo de tumulto.
- Repressão e ameaça que os intervencionistas sofreram por parte dos SEGURANÇAS DO METRÔ, que, de forma ditatorial e fascista, tentaram de todas as maneiras impedir a entrega de panfletos para as pessoas que saiam das Estações do Metrô, Chegamos ao cúmulo de ouvir de seguranças do Metrô, de que a av. Paulista, que NOTORIAMENTE É UMA VIA PÚBLICA, agora pertencia ao Metrô, e que portanto, os intervencionistas não poderiam entregar os panfletos na av. Paulista, próximo das saídas das Estações.
Todas essas ações em conjunto conseguiram retirar um bom número de pessoas que poderiam ter participado da Manifestação do dia 15 de Novembro de 2017
Isso mostra claramente que vivemos numa DITADURA. Só não vê quem não quer.
Não é porque o governo não fala publicamente; OLHA, VOCÊS BRASILEIROS VIVEM NUMA DITADURA, ou porque uma globo da vida não fala isso, quer dizer que não vivemos.
Estamos SIM, vivendo numa DITADURA VELADA COMUNISTA.
Existem muitas outras coisas que o governo faz que deixa bem claro em que regime nós vivemos, mas só alguns citados acima, já demonstra claramente que estamos sendo boicotados, censurados, tendo nossos direitos constitucionais negados (DIREITO DE IR E VIR, E DIREITO DE MANIFESTAÇÃO DA NOSSA VONTADE).
E a tendência é só ir piorando a cada dia que esse governo se mantiver no poder.
Por isso seria interessante a população acordar DE VEZ, e começar a se posicionar mais efetivamente. Não esperando mais que alguém RESOLVA POR ELA, que ALGUÉM, vá lá e participe das Manifestações, que ALGUÉM entregue panfletos convidando a população para participarem, que ALGUÉM vá para as ruas com faixas, bandeiras e cartazes, acordar quem ainda não conhece o caminho da intervenção militar para salvar o Brasil, e tirar ele, das mãos do crime político organizado.
Está na hora de TODOS entrarem nesse movimento e mostrarem para o mundo, para a imprensa comprada, para os órgãos internacionais como a ONU, para governos aliados DA POPULAÇÃO, como os Estados Unidos, de que QUEREMOS NOS LIVRAR DESSES POLÍTICOS CORRUPTOS COMUNISTAS BRASILEIROS, ATRAVÉS DE UMA INTERVENÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS DO BRASIL.


Texto retirado do Facebbok.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

"Queda de braço" Justiça e "cadeia Velha"

Decisão da Alerj sobre Picciani poderá ser revista na Justiça

Interpretação é que parecer não poderia entrar no mérito do afastamento do cargo



Procuradores do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro já estudam um recurso para tentar suspender a decisão de deputados da Alerj, que decidiram na tarde desta sexta-feira (17) revogar a prisão do presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), e também dos deputados Paulo Melo e Alberto Albertassi, também do PMDB.
Ao acolher a decisão do MPF-RJ nesta quinta-feira (16), os ministros do Tribunal Federal Regional da 2ª Região (TRF-2) determinaram a prisão dos deputados com o objetivo de evitar obstrução das investigações. O parecer aprovado na Alerj nesta sexta-feira (17) só poderia deliberar sobre a prisão dos deputados, sem entrar no mérito do afastamento da função. O TRF não havia tomado nenhuma decisão a respeito de afastamento do cargo, o que pode abrir uma brecha para um questionamento judicial.
Outro motivo que torna insegura a decisão de deputados da Alerj, ao soltar Picciani, Melo e Albertassi, tem como fundamento a estratégia de ter se baseado na decisão de outubro passado do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Na ocasião, o Supremo deu ao Senado o aval para decidir pela manutenção ou soltura do senador mineiro, que havia sido preso por decisão da Primeira Turma do STF.
Há, contudo, dúvidas entre os ministros do próprio STF se a deliberação que deu ao Congresso Nacional o poder de revogar prisão de parlamentares se aplica também aos níveis estadual (deputados locais) e municipal (vereadores). Se provocado por algum recurso do Ministério Público, autor do pedido de prisão dos deputados da Alerj, o STF terá que se manifestar. A decisão da Corte Suprema poderá, valer, então às assembleias legislativas e câmaras municipais de todo o país.

CCJ da ALERJ vota pela soltura dos bandidos.

Alerj vota parecer da CCJ que defende a soltura de Picciani, Paulo Melo e Albertassi. Acompanhe.


Sessão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) analisa, na tarde desta sexta-feira (17), o parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por 4 votos a 2, que defende a soltura do presidente da Casa, Jorge Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. A sessão no plenário é presidida pelo deputado Wagner Montes (PRB).

Na CCJ, votaram pela soltura os deputados Milton Rangel (DEM), que foi o relator, Chiquinho da Mangueira (Podemos), Gustavo Tutuca (PMDB) e Rosenverg Reis (PMDB). Votaram prisão Carlos Minc (sem partido) e Luiz Paulo (PSDB). Rafael Picciani (PMDB), filho de Jorge Picciani, se absteve.
O parecer citou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para suspender o afastamento dos três deputados estaduais. O documento aprovado pela CCJ determina ainda o "pleno retorno" dos deputados aos seus mandatos. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) havia determinado que a Alerj não poderia deliberar sobre o afastamento dos mandatos, somente sobre a prisão.
A votação no plenário será feita por meio do painel eletrônico. Antes, quatro deputados poderão usar a palavra. André Correa e André Lazaroni defenderão o parecer pela soltura dos parlamentares, enquanto Luiz Paulo e Marcelo Freixo defenderão a manutenção da prisão. Em seguida, os líderes de cada partido encaminharão os votos de suas bancadas.
Relembrando 2016 quando a ALERJ foi invadida em 2016. Hoje a ALERJ pode estar promovendo um ataque bem maior, mas, contra a integridade física dos parlamentares aliados à quadrilha.

Portas fechadas
A CCJ se reuniu a portas fechadas para votar o parecer. O relator Milton Rangel apresentou parecer pela soltura dos três deputados presos. Já Luiz Paulo apresentou um parecer divergente, pedindo manutenção das prisões. O relatório vencedor agora irá a plenário, onde é preciso obter a maioria absoluta das cadeiras, que são 36 votos, para a aprovação.
Picciani, Paulo Melo e Albertassi são investigados pela Operação Cadeia Velha, que apura crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, e foram detidos na quinta-feira (16), após decisão em segunda instância do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Eles estão na Cadeia Pública de Benfica, onde também está o ex-governador Sérgio Cabral.
Na quinta-feira, já havia mobilizações nas redes sociais para a realização de um protesto nesta sexta-feira, em frente à Alerj, para pressionar os deputados a votarem a favor da manutenção da prisão. 
Articulação
Parlamentares aliados de Picciani articulam uma forma de evitar a continuação da prisão do parlamentar. A estratégia tem como base a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) que, ao julgar o pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) feito pela Procuradoria-Geral da República, decidiu que caberia à Casa à qual pertence o parlamentar a palavra final sobre pedidos de prisão, afastamento do cargo e outras medidas cautelares.
Acusação
Segundo a Procuradoria Regional da República da 2ª Região, o presidente da Alerj, Jorge Picciani, seu antecessor Paulo Melo e o segundo vice-presidente, Edson Albertassi, formam uma organização que vem se estruturando de forma ininterrupta desde a década de 1990. O grupo contaria com a participação ainda do ex-governador Sérgio Cabral, que também foi deputado estadual e já presidiu a Alerj.
Ainda de acordo com a Procuradoria, eles “vêm adotando práticas financeiras clandestinas e sofisticadas para ocultar o produto da corrupção, que incluiu recursos federais e estaduais, além de repasses da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor)”.
O Ministério Público Federal afirma que Jorge Picciani e Paulo Melo receberam mais de R$ 112 milhões em propinas num período de cinco anos. "Planilhas dizem para nós que, no período de 15 de julho de 2010 a 14 de julho de 2015, foram pagos da conta da Fetranspor para Picciani R$ 58,58 milhões, e para Paulo Melo R$ 54,3 milhões. Desse dinheiro, parte foi paga a mando de Sérgio Cabral. Havia um projeto de poder de enriquecimento ilícito por muitos integrantes do PMDB Rio”, disse a procuradora Andréa Bayão Pereira Freire.
O MPF identificou que a indicação de Albertassi para uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE) pode ter sido uma manobra para que a organização criminosa retome espaços perdidos com os afastamentos de conselheiros determinados pelo STJ, e também uma forma de atrapalhar as investigações, ao deslocar a competência para a apuração dos fatos e tirar o caso do TRF2. Essa é a primeira vez em que uma investigação ligada à Lava Jato é conduzida por um TRF.

Qual o comando mais criminoso do Rio de Janeiro?


Qual o comando mais criminoso do Rio de Janeiro? O comando que frequentou a Alerj? O que comandou o governo durante oito anos? O do Tribunal de Contas? Ou o Comando Vermelho?
Nos três comandos, as cores azul e branco - da nossa querida bandeira - são ensanguentadas com o desemprego, a falta de salário dos trabalhadores, os hospitais que, por incrível que pareça, matam, não pelas mãos de seus grandes médicos e funcionários, mas pelas mãos do poder, que não lhes permite salvar vidas por tanto que roubou.  Esfacelaram os cofres públicos e mataram os desgraçados que, sem outra alternativa de sobrevida, buscavam os hospitais que esses bandidos, pela autoridade que tinham e por terem roubado o que roubaram, não permitiam que funcionassem.
Nossa bandeira está ensanguentada também pelos alunos que não puderam estudar. Hoje se lê que nasceram menos crianças esse ano em função da epidemia de Zika. O que não se escreve é que, durante dez ou 15 anos, faltarão fluminenses formados em quantidade - talvez centenas de milhares - porque esses comandos são os responsáveis pelos professores sem salário, pelas balas perdidas que fecharam colégios e pela greve dos que eram obrigados a parar suas atividades porque não tinham como pagar suas despesas de casa.
Qual o comando mais criminoso do Rio? Ainda pode haver dúvidas?
E o que faz um povo diante de tudo isso? Assiste resignado, sofrido, sendo obrigado ainda a ver e a ouvir, toda hora, que ninguém admite propina. Quando se discute propina, quando há denúncia, o que se tem que admitir é que houve propina. Só se envolve em propina quem está no meio dela. Não existe diálogo entre alemão e chinês, que não falam a mesma língua. Não se ouve pobre dizer que estava envolvido em propina, que deu ou recebeu propina. Mas no Brasil, o pobre é imediatamente xingado de ladrão quando envolvido em algum caso, mesmo quando, muitas vezes, não tem culpa.
Diante de tanta desilusão que o povo vive, o que será que o povo da propina espera, tanto os que pagam quanto os que recebem? Com deve reagir o pobre que não dá e nem recebe propina? E como deve reagir a maioria esmagadora do povo, que não dá e nem recebe propina, mas sofre por causa daqueles que defendem e impedem a prisão dos propineiros?
O Brasil discute as eleições de 2018. Com certeza já se sabe qual será o tipo da campanha: os candidatos serão aqueles que sempre representam os grupos envolvidos em propina - quase todos - e o grupo dos que nunca se ouviu falar que estiveram envolvidos em propina, o grupo do povo. Será difícil saber qual que vai ganhar? É só ver o lado mais forte, não o mais forte do dinheiro, mas por ter sofrido sempre pelas propinas que os grandes ganhavam. E aí os estudiosos, os sociólogos, os cientistas políticos, preocupados com aquilo que já têm certeza, começarão a formular o informulável. Mas contra o povo, não há formulação que vença a resistência.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

“A quadrilha que tomou o país de assalto é o poder”

O delegado Jorge Pontes, entrevistado pelo Estadão, disse que a máfia é fichinha perto da ORCRIM que sequestrou o Brasil.
Leia aqui:
“A PF não quer ter independência. Queremos autonomia administrativa e orçamentária, só isso. Temos que entender bem que a quadrilha que tomou o país de assalto não tem o poder, eles são o poder. Nomeiam os seus próprios julgadores, aprovam leis que nos intimidam, que intimidam procuradores da República e juízes federais. E também aprovam leis que os tornam mais blindados, ainda. Máfia, Cartel de Cali, Yakuza, PCC, é tudo fichinha perto do desafio que a Polícia Federal enfrenta.”
Ele teme pelo futuro da PF:
“Vejo o futuro da corporação da mesma forma que vejo o futuro do Brasil. Para onde for o Brasil, irá a PF. Estão engatadas. Mas uma nuvem sombria tomou o céu e a sociedade está paralisada, estática, sem reação. Estamos vivendo um momento extremamente delicado, em que as forças do crime institucionalizado estão se reagrupando para contra-atacar a Lava Jato e evitar de todas as maneiras as suas respectivas consequências, a saber, a punição dos poderosos envolvidos. Nossa instituição não existe no espaço, gravitando, isto é, ela está umbilicalmente ligada ao Ministério da Justiça, que por sua vez é um braço do Presidente da República. A PF está no contexto, por mais que nossas atividades como polícia judiciária não se subordinem à hierarquia administrativa governamental.”


Só hipocrisia!


A badalada atriz global Fernanda Torres, renomada esquerda caviar do Leblon e adjacências, resolveu com seu amiguinho Marcelo Freixo - deputado do PSOL, partido antissemita, especialista em queimar bandeiras de Israel - visitar um presídio carioca para depois tecer suas considerações humanistas na Folha de São Paulo.


Lá, a bondosa visitante encontrou aquilo que já sabemos existir, mas "perplexa" com tanta indignidade das instalações resolveu de forma infeliz comparar o recinto com campos de concentração como Treblinka e Auschwitz.


Alguém poderia esclarecer para esta "iluminada“ que os citados campos e suas vítimas não podem JAMAIS ser comparados com presídios, pois lá estavam INOCENTES, crianças, velhos, homens e mulheres indefesos; pessoas que cometeram o "crime hediondo“ de ter o sangue judeu. 

Esta comparação esdrúxula é abjeta, pois por pior que seja um presídio (local para criminosos - se ela ainda não sabe) ele não encontra equivalência alguma com locais de extermínio judeu mantidos pelos desprezíveis nazistas.

Da próxima vez, a zelosa humanista de araque poderia visitar, por exemplo, as famílias dos policiais executados no Rio de Janeiro e que nenhum de seus pares saiu para averiguar se precisam de um pão, ou um simples remédio. Ou quem sabe, minha senhora, poderia visitar os funcionários públicos cariocas que estão há meses sem receber seus salários, vivendo na penúria, pois os políticos que a senhora defende arruinaram o estado do Rio de Janeiro e o Brasil.


Mas, como a hipocrisia impera em sua casta, se preferir pode visitar um presídio mesmo, visite o ex-governador Sérgio Cabral e cobre dele o que ele roubou, para depois levar aos seus protegidos, mas não faça comparações estapafúrdias que só mostram seus valores deturpados, sua ignorância e seu antissemitismo. 


Texto de Claudia Wild)

PSOL e MPRJ preocupados com traficantes, não com 119 Policiais mortos.


"Diálogo entre um Delegado da DH e um ativista do PSOL, disfarçado de repórter, sobre os 7 mortos em São Gonçalo: Repórter: Bom dia, dotô... As armas dos PMs envolvidos no caso, já foram apreendidas? eles já foram intimados a depor? Já tem os nomes dos envovidos? 
Del Pol: É... então... a PM não estava na operação... até verificamos se tinha alguma viatura próxima, uma dupla de PO... até PM de folga passando na hora... mas até agora, nada! 
Repórter: Mas como assim? 7 mortos e nenhum PM envolvido? Então como andam as investigações sobre o fato?
Del Pol: Então... como não tem PMs envolvidos, a investigação exige uma cautela maior... é esperado que as coisas aconteçam um pouco mais devagar.
Repórter: Ouvimos dizer que havia no local uma operação conjunta entre as Forças Armadas e a Polícia Civil...
Del Pol: Repaz... tu viu o jogo do mengão ontem? O Willian Arão tava de sacanagem, né? O Guerrero tb tá fazendo falta... mas valeu, valeu... tô chegando lá... abraço, irmão! Fica com Deus..."
Exatamente isso! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Por Renato Bianchi

Deputado estadual do PSOL, antes calado diante do genocídio de 119 policiais, vocifera por sete vagabundos;
Em Brasília deputados de esquerda lutam para impedir a hediondez sobre a morte de agentes da lei e do porte de fuzil pros criminosos;
STF abranda o crime de tráfico de drogas;
Empréstimos bilionários, com ordem da presidência da república, a países que vivem do plantio da coca e do tráfico de armas;
Promotores Públicos simpáticos a ideologia de esquerda se empenhando em punir agentes da lei pela morte de criminosos;
Jornalistas com viés ideológico fazendo romance diante do crime prejudicado, criminalizando a polícia;
Vereador do PSOL pedindo um minuto de silêncio por marginais mortos;
VOCÊ TEM CERTEZA DE QUE NÃO SABE O QUE SIGNIFICA "NARCO ESTADO"?
#AcordaBrasil
Major Elitusalem Freitas.

E o MPRJ, há uma década com varias denuncias sobre o que hoje motivou a prisão de Sergio Cabral e investigação de inúmeros dePUTAdos PMDB, seriamente preocupado com a morte de sete vagabundos assassinos traficantes em São Gonçalo e nenhuma voz a respeito dos 119 policiais assassinados este ano. As investigações estão sendo levadas a feito pelo Ministério Público Federal, pois, no que depender do MP RJ, a quadrilha continua impune.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Os devastadores efeitos do fim da contribuição sindical

O fim da contribuição sindical obrigatória deverá levar à extinção de cerca de três mil sindicatos.

Será um duríssimo golpe na economia, justamente quando ela começa a dar sinais de recuperação.

A indústria têxtil perderá grande fatia do mercado interno com a redução em quase 100% da produção de camisetas vermelhas.

Num efeito cascata, produtores de pigmento vermelho (também usado em bonés, bandeiras e bandanas) também serão afetados, juntamente com gráficas especializadas em faixas e cartazes.

Poderão fechar as portas as fábricas de megafones e de mortadela, assim como se prevê queda substancial no fretamento de ônibus para caravanas e na venda de pneus, fósforos e gasolina.

O maior prejuízo, entretanto, deverá ocorrer com a absorção dos sindicalistas pelo mercado de trabalho.


Sem prática em atividades produtivas, estima-se que haverá substancial aumento nos índices de acidentes de trabalho (pela incapacidade de operar maquinário, ligar ou desligar equipamentos, executar algum tipo de trabalho etc), queda na produtividade, maior incidência de defeitos de fabricação e colapso no atendimento ao público, por incapacidade dos ex-sindicalistas de entender o que deseja o cidadão.

Um programa de recuperação, nos moldes dos Alcoólicos Anônimos, e uma Bolsa Sindicalista que mantenha seu alto padrão de vida até que consigam prover seu sustento com o próprio trabalho (não mais com o trabalho alheio) seriam formas de amenizar a grave crise social provocada pela decisão do governo.

A venda do patrimônio dos sindicatos também poderia contribuir para a formação de um fundo de apoio aos ex-sindicalistas e suas famílias, mas teclados e ‘lepitopes’ dificilmente encontrarão compradores, pois já estão muito desgastadas as teclas E, G, O, L, P, F, O, R. A, T, M, E, R e L, U, L, A, 2, 0, 1, 8. 

As demais permanecem praticamente novas.

Quanto aos trabalhadores, a única mudança perceptível será não haver mais o desconto em folha.

Eduardo Affonso, Arquiteto

Isso tem que mudar!!!


Segurança pública do Rio em frangalhos? UPP programa falido? Cemitério de policiais! Poderia funcionar? Sim, se houvesse suporte logístico adequado, se houvesse apoio político para que o tráfico fosse subjugado, se além esse programa outras ações funcionassem...
São tantos "se" que enquanto esses inexistem, a única coisa real é esse sangue derramado, hoje do Sargento Victor Aleixo, ontem de 117 cidadãos brasileiros, amanhã pode ser o meu e nada, absolutamente nada será feito, nossas autoridades assistem a tudo como expectadores e não mais como atores principais, nisso não há que se esperar quaisquer ações da parte dos mesmos!
Pro sistema mais um RG, mais uma "declaração padrão a ser dada", pra sua mãe, família, esposa e bebê que está no ventre que jamais irá conhecer o pai, uma tragédia sem reparação!
Três combatentes abatidos em menos de uma semana, não rumamos para o caos, estamos no caos!
Vá em paz irmão fraterno e irmão de farda, que o Grande Arquiteto do Universo Deus de amor e bondade te receba e conforte os seus que ficam nessa terra de injustiças!
#DeusOlhePorEssaTropa
#Luto


Major PMERJ Elitusalem Freitas.





Para constar: a UPP Providencia foi a mesma que a umas semanas atrás teve sua unidade com 4 policiais cercada e rendida por mais de 30 bandidos. Após negociação (???), a mesma foi liberada. Dias depois uma viatura “deu de frente” com traficantes em dois carros.
Resultado: 1 morador e 2 policias + 1 policial em óbito.
Informações de policias da UPP atacada relatam que, dos 10 fuzis 5 não funcionam e 4 travam pós alguns disparos. O BOPE esteve na favela, mas recebeu ordem para sair ficando novamente os 4 policiais largados a própria sorte.


TEM COMO ENTRAR NESTA GUERRA SEM A CERTEZA DE QUE VAI MORRER?
Os policiais além de acatar ordens, fazem por vocação, por amor a farda. E mesmo assim são tratados como cidadãos de segunda categoria. INADMISSÍVEI!!! O comando nada faz para reverter isso.



A única conclusão que chego é: O COMANDO ESTÁ MATANDO O EFETIVO DA PMERJ!!!
Comandante Wolney Dias e governador Pezão, vocês tem o sangue desses 119 policiais nas mãos!

CHEGA! ISSO TEM QUE MUDAR!

Bassani Angel



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Qualquer um não serve mais.


Por que não devemos jogar os destinos do Brasil nas mãos de qualquer um, novamente.
Antes de mais nada devemos ter compromisso com o nosso país, responsabilidade. O Brasil não é um brinquedo, é coisa séria. Governos anteriores, postes que tivemos, foram uma verdadeira catástrofe. Culpa do poste? Não, culpa de quem votou no poste. Votou sem responsabilidade. Votou sem nenhuma análise daquele em quem estava votando. Quem vota errado condena o Brasil a viver péssimos momentos. O voto errado, na pessoa errada, condena o Brasil a não evoluir, a não ser um país rico, dinâmico e estável. Votar em candidato populista está provado que nunca funcionou economicamente falando. Eles nunca cumprem o que prometem em suas campanhas. Colocar o Brasil nas mãos de qualquer um que aparece é trabalhar contra o que se chama nas sociedades bem-sucedidas de sucesso no desenvolvimento. Qualquer um nunca tem um programa predestinado a dar certo. Nunca funciona como um governo ativo, que aceita que os recursos são finitos e que existem restrições orçamentárias nos gastos públicos a serem respeitadas. Por que? Porque não possuem compromisso com o país, mas tão somente com a oportunidade que almeja pelo poder. Qualquer um não tem visão, não enxerga que o sucesso de um governo está no desempenho do setor privado, tanto na liderança da economia quanto no investimento e na introdução de tecnologia de ponta. Qualquer um joga dinheiro fora, pois são decisivos os incentivos adequados, respeito às leis e estabilidade institucional. Isso chama-se respeito ao Brasil, aos recursos que administra. Qualquer um geralmente visa ter o poder, quando na realidade as coisas funcionam não porque o governo comanda, mas porque o governo motiva, tem credibilidade. Um qualquer, um populista, geralmente tem sido o oposto disso tudo. Lula e Dilma foram exemplos típicos do desastre populista. Lula e Dilma não tiveram respeito nenhum pelo Brasil, pelas restrições orçamentárias do governo, destruindo o regime fiscal, tão difícil de ser conquistado em qualquer país sério do planeta terra. Lula e Dilma jogaram fora bilhões de dólares, simplesmente no lixo, sem nenhum preconceito, sem dar a mínima se era dinheiro do suor do trabalhador brasileiro. Qualquer um no governo é um perigo para a estabilidade institucional. 


A economia deve ser estimulada e não subsidiada. Qualquer um no governo não sabe como proceder, não possuem a devida experiência necessária a tocar o barco rumo ao sucesso. O resultado de se colocar qualquer um no governo teve como resultado a maior crise econômica da história do Brasil. Colocar qualquer um no poder afeta muito mais os mais fracos, sejam famílias ou empresas. Qualquer um toma o poder sem compromisso nenhum com ninguém, causando um grande mal estar na população, além do grave desemprego. Vimos isso agora recentemente causado por um governo de uma pessoa qualquer que colocaram no poder. Todo cuidado é pouco com a escolha de um supremo mandatário. Qualquer um não serve. Temos que colocar no poder gente com capacidade, com experiência, com atitude, que busque um desenvolvimento sustentado, que já possua conhecimento para isso, que já tenha demonstrado sua eficiência no comando de um Estado grande brasileiro, com administração impecável, por exemplo. Um candidato com experiência e não qualquer um, poderá levar o Brasil a um crescimento cada vez mais robusto. Chega de ficar apostando em qualquer um. Qualquer um não serve mais. Precisamos acabar com o amadorismo na política. Essa de apostar em qualquer um é um perigo imenso que deve ser evitado. Precisamos de alguém com experiência comprovada, que busque uma trajetória sólida para o Brasil e que permita uma melhora no padrão de vida do cidadão, que faça investimentos maiores nas crianças e nos jovens brasileiros. Um qualquer pode, mais um vez, comprometer substancialmente a criação e a distribuição da riqueza. Diga não a qualquer um. Chega de experiência com uma coisa tão séria.

Sim, dirão como eleger alguém que nos represente se as urnas são fraudáveis. Cerca de 66% do eleitorado é de direita e desses mais de 40% invalidam seu voto das diversas maneiras possíveis por não ter opção em conformidade com seu pensar. Resta na disputa as mesmas merdas de sempre, com a esquerda se fraudando para eleger quem mais lhe convém. No dia em que a Direita tiver um representante na disputa, essa fraude dificilmente poderá ser usada e se for, será tão visível que não conseguirão disfarçar.


 

domingo, 12 de novembro de 2017

Os novelistas da Globo e a Família Tradicional


Se querem diálogo dialoguemos. Se querem confronto confrontemos.

E Globo não tem medo de nós e nós também não temos medo da Globo.

Não sei se vc percebeu, mas o conflito e a ojeriza que se instalou entre a família tradicional e a família mutante e avançada foi causada pelos novelistas da Globo. 

A Globo ganhou rios de dinheiro com as audiências que os novelistas lhe deram. E eles foram ficando cada dia mais ousados. 

Quando veio a reação, lenta mas inquietante para quem moviera bilhões de $$$, a Globo não sabe como voltar atrás. 

Rede Globo é dissecada em reportagem de 16 minutos da Rede Record: Sonegação bilionária de impostos, uma intricada arquitetura de empresas fantasmas, entre outros crimes impunes. Paz entre nós, guerra aos senhores.


O SBT, a RECORD e a BANDEIRANTES, não porque sejam mais respeitosas em outros programas, mas porque nas suas entrevistas e outras mensagens defendem a família tradicional, estão carreando para si a audiência das famílias feridas na sua autoridade, na sua fé e nos seus conceitos de Homem/mulher/ e filhos. 

Foi e continua guerra de conceitos. E os novelistas na sua maioria vestiram a camisa da Globo e a Globo vestiu a camisa e a nudez dessas novelas, com exceção de alguns artistas.

Quando levaram o debate para auditórios entre o que é avançado e o que é tradição, o conflito atingiu os artistas, porque estes agora já não estavam representando o que os novelistas escreviam e sim defendendo como artistas suas próprias ideias.  Sobrou para os artistas.

Agora o povo religioso (são milhões, mais do que a audiência da Globo) distingue entre deputados, artistas e diretores sérios e os inimigos de pai/mãe e filhos: família.

Se o conflito persistir não haverá governo para subsidiar as perdas deste canal!  

Se existe uma coisa que um canal de TV teme é a perda de audiência e de anunciantes. E acho que é isso que vai acontecer quando as igrejas baterem de frente contra estas mensagens que as desrespeitam.

A Globo está perdendo o coração e a cabeça do povo!

Perdendo muito. Não adianta dizer que chegam a 100 milhões telespectadores. As igrejas chegam a 180 milhões embora nem todos frequentem. E nem os 100 milhões são fanáticos pela Globo. 

Duvido que os atuais novelistas sejam capazes de mudar os seus temas e o excesso de erotismo e sexo que tanto incomodaram as famílias nestes últimos vinte anos!

Se querem diálogo, dialoguemos. Se querem confronto, confrontemos.  Não é a modernidade contra o passado, são 4 mil anos de fé judaica e cristã contra o ateísmo de quem acha que pai e mãe não tem mais poder sobre seus filhos! 

A babá-TV está perdendo o seu charme !!! 

Religiosos de todas igrejas divulguem isso! Vocês têm força. Nós temos força! Cansamos de ver sem reagir!

Padre Zezinho

”SUPREMOS”

“É uma experiência que se repete eternamente que todo homem que tenha o poder é levado a dele abusar, avançando até encontrar limites… Para que não possa abusar do poder, é preciso que, por disposições constitucionais, o poder freie o poder… O legislador não pode ao mesmo tempo ser juiz… Tudo estaria perdido se o mesmo grupo de pessoas exercesse o poder de fazer leis e também o de julgar delitos…”

MONTESQUIEU – “O Espírito das Leis” – 1748


Sempre acreditei que a lei é dura, mas é a lei – desde os tempos dos velhos romanos.
Também me ensinaram que decisões da Justiça são para ser cumpridas, não discutidas.
Nos últimos tempos, não sinto tanta firmeza nos antigos adágios.
Os limites entre as atribuições e prerrogativas dos poderes constitucionais tornam-se cada vez menos claros: casos idênticos têm sentenças distintas, o Legislativo julga, o Judiciário legisla, o Executivo compra votos e sentenças dos outros poderes.
Há mais de duzentos e cinquenta anos Montesquieu já alertava contra os perigos dessa prática. Sua advertência nos deveria fazer pensar.
Tudo passa, nos confusos tempos que vivemos, a ser relativo e discutível.
O STF julga que um terrorista internacional deve ser extraditado para o país onde foi condenado. Mas devolve ao Executivo a responsabilidade de executar ou não a decisão, e o Presidente resolve não a cumprir. O STF decide cassar o mandato de um político, devolve o processo à casa legislativa, e esta reintegra o condenado. Ambos os casos foram enviados ao STF para quê? Para saber seu palpite?
Se não cabe ao Judiciário a última palavra num processo, é o caso de remetê-lo ao STF?
Quanto à nossa corte suprema, é nítida sua divisão ideológica. Alguns ministros, gratos ao partido que os nomeou, abrem mão de sua independência funcional e profissional, votando sempre de acordo com os interesses políticos de seus mentores. Não é raro, também, ministros votarem de maneira contraditória no julgamento de dois casos praticamente iguais.
As duas turmas de ministros atuam como dois tribunais, muitas vezes antagônicos. Os acusados esforçam-se para serem julgados pela turma que, muito provavelmente, lhes será favorável.
A decisão por 6×5, uma raridade histórica, tem sido cada vez mais comum. A Presidente da casa tem que dar o voto decisivo, o de Minerva, após empate por 5×5 no plenário.
Essa divisão do Supremo – em STF e STF do B – provoca o descrédito na firmeza e na imparcialidade das sentenças, pondo em risco a segurança jurídica, um dos fundamentos do estado democrático de direito, tão cantado em prosa e verso.

Gen Clovis Purper Bandeira Editor de Opinião do Clube Militar

É comunista? Matou milhões? PSOL apoia!

Aniversário da Revolução Russa é comemorado sem entusiasmo em Moscou.

Com "capitalizados pelo capitalismo" e outras burrices, o Deputado Estadual Eliomar Coelho, pelo PSOL-RJ (pra variar), defendeu o regime que mais matou pessoas no mundo na TV estatal russa "RT". Será que vai sair nos jornais?
A Revolução Bolchevique de Outubro de 1917 completou um século nesta terça (7) sem grandes eventos na Rússia, país berço do levante. A data foi intencionalmente ignorada pelo governo, esquecida pela população e timidamente celebrada pelos comunistas. 
O Partido Comunista da Federação Russa (KPRF) organizou uma marcha no centro de Moscou reunindo os correligionários russos e os estrangeiros que viajaram até a Rússia para a celebração da efeméride. 
Além da onipresente bandeira vermelha comunista, as bandeiras do Brasil e da Catalunha foram as mais presentes na marcha do centenário da Revolução Bolchevique. As delegações de Itália, Grécia, Turquia, Argentina, Chile, China, Cuba e Vietnã também eram numerosas. 
Os pôsteres de Vladimir Lênin (1870-1924) disputavam em popularidade com os do ditador Josef Stálin (1878-1953), do guerrilheiro Che Guevara (1928-67) e, em menor escala, do filósofo socialista Karl Marx (1818-83). 
A Prefeitura de Moscou fixou um limite de 5.000 participantes para a manifestação, mas o espaço reservado para ela não estava completamente cheio, apesar da presença de comitivas comunistas de todo o mundo. 
As pautas políticas nacionais foram lembradas durante o encontro. Os comunistas brasileiros, por exemplo, aproveitaram a marcha para demonstrar descontentamento com o governo Temer. Os gritos de "Fora, Temer" ecoaram diversas vezes. 

Em entrevista à TV estatal russa, o deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL-RJ) disse que "nós vivemos em um mundo comandado pelas políticas neoliberais, que não estão resolvendo problema nenhum do mundo". Para ele, a luta dos bolcheviques continua válida. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também está na capital russa. 

Em seu perfil em redes sociais, ela disse que "a luta operária é mais necessária do que nunca", lembrando que "faltam quatro dias para o início da reforma trabalhista no Brasil". 
“Para pesquisadores da história soviética, nenhum problema é maior do que o stalinismo. Como era possível que a Revolução de Outubro de 1917, que parecia prometer a liberdade e igualdade humanas, resultou não em uma utopia comunista mas em uma ditadura stalinista? Por que essa tentativa de criar uma sociedade perfeita levou aos gulags, expurgos sangrentos e níveis de repressão estatal sem precedentes?”, questiona o historiador David Hoffmann, da Ohio State University, na introdução da coletânea “Stalinism: the Essential Readings” (Stalinismo: Leituras Essenciais, sem tradução no Brasil). 
A maior parte das atrocidades cometidas no período soviético, inclusive os crimes de guerra durante o confronto com os nazistas, ocorreram sob o olhar do ditador mais sangrento de sua história. Mas, embora em menor intensidade, a União Soviética continuaria a reprimir opositores muito tempo depois da morte de Stalin – até às vésperas de seu colapso final. 

1. O Terror Vermelho 


A primeira violência veio acompanhada da Guerra Civil que marcou os anos iniciais da Revolução. Oficialmente, o “Terror Vermelho” foi o período de perseguições deliberadas por parte dos bolcheviques contra seus adversários políticos, entre setembro e outubro de 1918 – cerca de 10 mil pessoas pereceram nos assassinatos massivos do período. Mas muitos historiadores vão além e argumentam que o Terror deveria compreender todo o período de conflitos, desde o início da Revolução, em 1917, até o triunfo definitivo dos comunistas em 1922. 
Estima-se que, durante a totalidade da Guerra Civil, além daqueles mortos nas batalhas, pelo menos 100 mil pessoas tenham sido executadas por motivação política, acusadas de colaborar com o czarismo e conspirar contra a Revolução. A repressão foi marcada por torturas com requintes de crueldade. O historiador britânico Orlando Figes, autor do livro “A tragédia de um povo: A Revolução Russa, 1891-1924”, diz que as técnicas lembravam aquelas da Inquisição Espanhola – em algumas cidades, houve registros de escalpelamentos, empalamentos e fogueiras humanas. 

2. Perseguição aos kulaks e aos cossacos 


Os kulaks compunham uma classe de proprietários rurais relativamente ricos para os padrões do país, contando com mais terras e a capacidade de contratar agricultores assalariados. Camponeses que haviam enriquecido após as reformas sociais ocorridas no Império Russo em 1906, os kulaks estiveram entre os primeiros grupos a serem tachados de “inimigos do povo” e serem perseguidos, expropriados e deportados após a Revolução, considerados um dos símbolos do capitalismo no campo. 
Nos primeiros anos do novo regime, a definição de kulak foi ampliada e, em muitos casos, passou a abranger qualquer camponês que se negasse a ceder suas colheitas às tropas soviéticas – e, mais tarde, até mesmo para camponeses que, sem ser exatamente ricos, possuíam mais recursos do que a média. O processo de “deskulakização” se tornou ainda mais violento após a ordem emitida por Stalin no final de 1929, ordenando que os kulaks fossem “liquidados” enquanto classe. Estima-se que até 5 milhões de pessoas tenham perdido a vida entre a Revolução e 1933, data que os historiadores costumam apontar como o fim do processo. 
Os cossacos, por sua vez, eram comunidades historicamente formadas por camponeses que haviam fugido da servidão em locais como Polônia, Lituânia, Rússia e Ucrânia. Com um forte viés militar, os cossacos passaram longo tempo oferecendo seus serviços ao Império Russo em troca da manutenção da sua autonomia. Tendo defendido majoritariamente as forças mencheviques e o Exército Branco em 1917, foram reprimidos e perderam sua autonomia após a vitória dos revolucionários: estimativas conservadoras indicam que pelo menos 10% da população de 3 milhões foi deportada ou morta nos anos seguintes à Revolução. 

3. A fome no Tartaristão (1921-22) 


Ocorrida entre 1921 e 1922, a primeira grande fome russa após a queda dos Romanov é considerada uma soma de fatores que vão além dos erros das políticas comunistas: se é verdade que Lenin vinha confiscando alimentos em nome da Revolução, pesquisadores argumentam que a principal causa da fome foram as dificuldades de distribuição que vinham desde a Primeira Guerra Mundial e as grandes secas ocorridas em 1921. Foi um dos períodos mais sombrios na Rússia pós-revolucionária, com registros de atos de canibalismo em algumas das áreas afetadas. 
Na época, a comunidade internacional considerou a fome uma tragédia humanitária sem grande influência da nova ditadura, e ofereceu enorme apoio, enviando toneladas de alimentos. Mesmo assim, documentos do período indicam que, em algumas regiões, os esforços para debelar a fome foram deliberadamente mais lentos, em um ato de limpeza étnica: no final dos anos 80, em meio à abertura dos arquivos soviéticos, o historiador ucraniano radicado no Canadá Roman Serbyn apontou que a fome havia sido causada e intensificada por ações humanas propositais. 
Esse seria o caso, sobretudo, do Tartaristão, região às margens do rio Volga habitada pelo povo tártaro. Com um nacionalismo perigoso aos interesses revolucionários, motivo que tornava sua eliminação “necessária”, os tártaros sofreram perdas proporcionalmente muito maiores que o restante da Rússia – representariam até 2 milhões dos 5 milhões de vidas que, se acredita, foram perdidas no período. Ao final da grande fome, cerca de um quarto dos habitantes do Tartaristão havia perecido ou emigrado. 

4. O Holodomor (1932-1933) 


Se as secas ainda são debatidas como a principal causa da fome na década de 20, o Holodomor (ucraniano para “matar pela fome”) é muito menos dúbio: tendo sua existência negada oficialmente pelo governo soviético até a abertura provocada pela Glasnost na década de 80, a grande fome ucraniana hoje é formalmente reconhecida como um ato de genocídio por países como Austrália, Canadá, México e Portugal. A Rússia, embora admita atualmente que o Holodomor ocorreu, continua negando que tenha sido uma política deliberada de extermínio da população ucraniana. 
Stalin temia o nacionalismo ucraniano como um movimento capaz de fragmentar a jovem União Soviética e, no longo prazo, colocar em risco a própria sobrevivência do comunismo. A retirada gradual de alimentos da região – uma área produtora de cereais e grãos – e a lenta resposta à fome, quando ela se tornou endêmica, teriam como objetivo enfraquecer decisivamente qualquer resistência aos desígnios de Moscou. 
O total de mortos no Holodomor varia de acordo com as estimativas – chegando até a 12 milhões em alguns cálculos. Em 2010, o Tribunal de Recursos de Kiev concluiu uma investigação afirmando que a perda demográfica da Ucrânia no período ultrapassou 10 milhões de pessoas – quase 4 milhões vitimados diretamente pela fome, e o restante causado por nascimentos que deixaram de ocorrer em função da desnutrição. 

5. Gulag 


Gulag era, originalmente, uma sigla. Vinha de Glavnoye Upravleniye Lagerej, nome resumido, em russo, para a Administração Central dos Campos de Trabalho Corretivo e das Colônias de Trabalho. Era o local onde acabavam criminosos comuns e também os políticos – que poderiam ser desde opositores reais até pessoas inocentes acusadas de conspirar contra a Revolução. 
Com o tempo, gulag tornou-se uma palavra destinada a descrever os próprios campos, popularizada pelo escritor (e dissidente) soviético Aleksandr Solzhenitsyn, ganhador do Nobel de Literatura de 1970 e autor do clássico “O Arquipélago Gulag” (1973), livro em que denuncia as condições subumanas dos campos de trabalho forçados. Solzhenitsyn, que permaneceu oito anos preso em um gulag, foi expulso da URSS em 1974, após a publicação de seu livro sobre as colônias penais, que descrevia como lugares onde se trabalhava até morrer de exaustão. 
O primeiro gulag, o de Solovski, foi criado em 1919 e apenas um ano depois já havia 100 mil pessoas presas em campos similares espalhados pela Rússia – a maioria deles localizados nas regiões mais inóspitas da Sibéria. Pelo menos 476 campos existiram em algum momento na URSS, a maioria deles durante o período stalinista. Os gulag não funcionavam apenas como depósito de criminosos e opositores políticos: segundo a historiadora Galina Ivanova, também tinham uma importância gigantesca na economia soviética. Pouco antes do início da Segunda Guerra, 76% do estanho e 60% do ouro extraídos na União Soviética vinham dos campos de trabalhos forçados. 
Acredita-se que, até o final da vida de Stalin, mais de 14 milhões de pessoas tenham passado pelos campos. Alguns eram mais inóspitos do que outros: os campos às margens do rio Indigirka, por exemplo, chegavam a registrar temperaturas na casa dos 70 graus negativosdurante o inverno e eram tido como os piores de todos. Após a morte de Stalin, os campos foram sendo gradativamente fechados e os prisioneiros receberam anistias. A instituição burocrática conhecida pela sigla Gulag foi formalmente fechada em 1960, mas colônias de trabalhos forçados continuaram a existir até o final da década de 80. 
O último campo, conhecido como Perm-36, operou até dezembro de 1987 – e permanece como o único antigo gulag ainda existente, após a destruição dos demais pelos governos soviéticos. Próximo aos montes Urais, o Perm-36 foi convertido em um museu e ainda está aberto para visitação, mas cortes no orçamento do governo russo vêm ameaçando seu funcionamento nos últimos anos. 

6. Yezhovshchina: os Grandes Expurgos 


Grande parte dos crimes atribuídos a Josef Stalin parece marcada por uma paranoia permanente: o medo de ser traído e derrubado do poder, por inimigos estrangeiros ou internos – frequentemente, dentro do próprio Partido Comunista. O assassinato de Trotsky, em 1940, perseguido até o México, é um dos episódios mais famosos da caça interminável de Stalin a aqueles que considerava inimigos políticos, mas a busca havia começado muito antes. 
Um dos períodos de maior perseguição interna começou após o 17º Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 1934, que mais tarde ficaria conhecido como o “Congresso dos Condenados”. Na ocasião, a reeleição de Stalin como secretário-geral era mera formalidade, mas a contrariedade em relação às suas políticas ficou clara quando se apuraram os votos para o Comitê Central: acredita-se que mais de cem delegados do PCUS tenham dado votos negativos ao nome de Stalin (o número exato foi apagado dos registros por ordem do ditador), enquanto somente três votaram contra Sergei Kirov, líder do Partido em Leningrado (atual São Petersburgo) e um dos favoritos para “renovar” o comunismo. 
Poucos meses depois, Kirov apareceu assassinado em circunstâncias misteriosas. Stalin, possivelmente o mandante do crime, usou a morte como pretexto para anunciar que havia traidores dentro do PCUS e “expurgos” eram necessários. Nos anos seguintes, mais de 600 mil membros do Partido e do Exército Vermelho seriam presos ou mortos. Dos 139 membros do Comitê Central eleitos no 17º Congresso, 98 foram executados sumariamente. Os Grandes Expurgos também ficaram conhecidos como Yezhovshchina (literalmente, “fenômeno Yezhov”), por conta de Nikolai Yezhov, chefe da NKVD, a polícia secreta soviética que coordenava a perseguição. Mas, no fim das contas, nem Yezhov escapou da ira de Stalin: após desagradar o ditador, o próprio inquisidor soviético perdeu seu cargo, acabou preso e foi executado em 1940. 

7. Intervenção na Mongólia (1937) 


O controle da União Soviética sobre países-satélite começou desde muito cedo. A Mongólia havia se tornado uma nação independente em 1911, após escapar ao domínio da Dinastia Qing (a última casa imperial chinesa que, em declínio, veria a China se tornar uma república no ano seguinte), e em 1924 se tornou um país socialista. 
Desde o início, os mongóis estiveram sob o domínio do Kremlin. Quando Stalin iniciou os seus expurgos, o ditador Khorloogiin Choibalsan pediu apoio à NKVD para fazer o mesmo em seu país. 
Em solo mongol, os “inimigos da revolução” eram principalmente os budistas: entre 20 mil e 35 mil pessoas foram mortas, incluindo lamas, e mais de 700 mosteiros foram destruídos. Mas até ex-líderes socialistas foram vítimas da perseguição indiscriminada: os ex-primeiro-ministros Peljidiin Genden e Anandyn Amar também foram executados. Choibalsan, a exemplo de Stalin, continuaria no poder até sua morte, em 1952. 

8. Invasão à Polônia (1939) 


Assinado secretamente por nazistas e soviéticos em 23 de agosto de 1939, o Pacto Molotov-Ribbentrop seria depois justificado por Stalin como uma ação necessária para proteger o seu país. Mas o tratado era mais do que um acordo de não-agressão entre alemães e comunistas: também garantia a partilha da Polônia entre os dois lados. Hitler invadiu pelo lado ocidental no início de setembro, no episódio que marcou o começo formal da Segunda Guerra Mundial na Europa. Stalin deu início à sua invasão, desde o oriente, dezesseis dias mais tarde. 
Já combalida pela resistência aos nazistas, a Polônia caiu rapidamente sob o jugo de Moscou. O território foi anexado pela URSS e, de imediato, mais de 300 mil pessoas foram deportadas à Sibéria. Calcula-se em torno de 150 mil as vítimas fatais desse período inicial. A Polônia só teria sua soberania formal devolvida ao final da Segunda Guerra, e mesmo assim como uma fachada: seria um dos mais importantes estados-satélite da União Soviética até a ascensão do movimento Solidariedade e a eventual queda da Cortina de Ferro. 
Ainda na Segunda Guerra, a parceria inicial entre Hitler e Stalin logo seria deixada de lado, também por causa da Polônia: em 1941, os alemães invadiram o lado soviético do país, iniciando sua investida na direção da Rússia. O fim do pacto de não-agressão entre nazistas e comunistas levou a algumas das mais sangrentas batalhas do período – e, dos dois lados, a alguns dos piores crimes de guerra já registrados. 

9. Massacre de Katyn (1940) 


Logo após a invasão à Polônia, Stalin decidiu cortar qualquer resistência pela raiz, executando sumariamente os principais líderes políticos e militares do país. A URSS passaria meio século negando seu envolvimento no crime de guerra, afirmando que o massacre havia sido obra dos nazistas, mas reconheceu sua responsabilidade em 1990 – já no fim do comunismo. 
Em 2010, o governo russo aprovou uma declaração culpando Stalin e outros altos oficiais soviéticos por ter dado a ordem do massacre. Mais de 20 mil pessoas foram mortas em diferentes lugares da União Soviética, mas o episódio passou a ser conhecido pelo nome em que a primeira vala comum foi encontrada, a floresta de Katyn, na fronteira entre a Rússia e a Bielorrússia. 

10. Massacre de Teodósia (1942) 


Localizada na Crimeia, região foco de disputas territoriais até hoje (pertencendo oficialmente à Ucrânia, mas ocupada pela Rússia desde 2014), a cidade de Teodósia já esteve sob o domínio de gregos, mongóis, tártaros, genoveses, otomanos e russos. Também uma zona disputada na Segunda Guerra, esteve sob ocupação alemã até o final de 1941, quando foi recuperada pelo Exército Vermelho. 
Ao tomar Teodósia, os militares soviéticos encontraram um hospital repleto de soldados nazistas convalescendo, e os assassinaram massivamente. O crime de guerra foi descoberto após as tropas alemãs reconquistarem a cidade, cerca de três semanas mais tarde, e encontrarem em torno de 150 soldados da Wehrmacht mortos, alguns ainda nos leitos do hospital, outros atirados pelas janelas e empilhados na praia próxima. 

11. Massacre de Grischino (1943) 

Os soviéticos capturados pelos nazistas acabavam se tornando vítimas de alguns dos piores crimes da Segunda Guerra Mundial – e o Exército Vermelho acabava respondendo da mesma forma. 
O massacre de Grischino ocorreu na Ucrânia, no início de 1943, quando 508 prisioneiros de guerra e 88 civis foram assassinados brutalmente pelas tropas soviéticas. 
Os corpos foram encontrados depois com mutilações terríveis: segundo testemunhas, vários soldados tiveram suas genitais arrancadas e colocadas em suas bocas; enfermeiras alemãs também foram encontradas com os seios cortados e com sinais de estupro. 

12. O “estupro de Berlim” 


Durante a conquista da Alemanha no final da Segunda Guerra, soldados enfurecidos do Exército Vermelho queriam vingança das atrocidades cometidas pelos nazistas durante a campanha no front oriental. 
Entre as memórias que traziam da invasão alemã à União Soviética estavam os estupros massivos das mulheres locais. Um dos crimes mais vis da guerra, a violência sexual ocorreu tanto por parte de tropas aliadas quanto do Eixo – em anos recentes, nova documentação revelando atrocidades cometidas por americanos, britânicos e franceses, além dos soviéticos, ajudou a jogar luz sobre atrocidades que na época não foram reportadas por muitas das mulheres, envergonhadas e amedrontadas. 
A memória alemã, porém, guarda os soldados soviéticos como os mais violentos desse período, e atribui a isso o sentimento de vingança em relação ao que havia acontecido em suas cidades. O Memorial Soviético de Guerra, em Berlim, é conhecido informalmente por muitos germânicos como a “Tumba do Estuprador Desconhecido”. O número de mulheres estupradas na Alemanha ou de crianças nascidas dessas violações permanece desconhecido, mas alguns historiadores estimam o número em 100 mil, apenas em Berlim. 
A violência foi tamanha que mesmo Stalin achou necessário colocar limites em suas tropas: segundo Oleg Rzheshevsky, um dos diretores da Associação Russa de Historiadores da Segunda Guerra, mais de 4 mil oficiais do Exército Vermelho foram condenados à morte pelos crimes contra civis alemães nos primeiros meses de 1945. 
Em seu poema épico “Noites prussianas”, Aleksandr Solzhenitsyn escreveu sobre os estupros que testemunhou enquanto lutou pelo lado soviético na Segunda Guerra, e o sentimento de vingança que pairava em relação às atrocidades cometidas pelos nazistas durante a invasão à Rússia: 

“A pequena filha está no colchão,/ Morta. Quantos a possuíram/ Um pelotão, talvez uma companhia?/ Uma menina tornou-se uma mulher,? Uma mulher transformou-se num cadáver./ Tudo se resume a simples frases:/ Não se esqueçam! Não perdoem!/ Sangue por sangue! Dente por dente!” 

13. A “esquizofrenia progressiva” 

Andrei Snezhnevsky

Opor-se ao governo não era apenas ilegal: em muitos casos, era visto como uma doença. O uso político da psiquiatria pelo governo soviético intensificou-se nos anos 50, por influência de Andrei Snezhnevsky. Por pressão do governo e do próprio Snezhnevsky, psiquiatras ligados à Academia Soviética de Ciências Médicas passaram a rejeitar as descobertas científicas que vinham sendo feitas no país e no exterior e se filiar ao conceito de “esquizofrenia progressiva” – um instrumento vastamente utilizado para desqualificar opositores publicamente. 
A “esquizofrenia progressiva” trazia sintomas que, convenientemente, se assemelhavam ao comportamento de um típico opositor do regime: demonstrar pessimismo, não conseguir se conformar à ordem social existente e tentar questionar as autoridades seriam sintomas claros de que um paciente estaria desenvolvendo a fictícia desordem psiquiátrica. 
Foi também uma forma de fazer a repressão chamar menos atenção da comunidade internacional: os diagnósticos, crescentes após o fim do stalinismo, permitiam enviar os dissidentes a hospitais psiquiátricos em vez dos velhos gulags, que vinham sendo fechados progressivamente – e davam a possibilidade de confinar indivíduos indesejáveis por períodos indeterminados, muito além das penas comuns. 
Os dados foram ocultados pela ditadura e só nos anos 90 comissões investigadoras começaram a mensurar a dimensão da repressão por vias psiquiátricas. Os números de afetados variam enormemente: alguns pesquisadores dizem que não teriam sido mais que 200 pessoas, outros acreditam que o número poderia passar de 20 mil internados em hospitais psiquiátricos por demonstrar um comportamento contrário ao governo
A corrupção da psiquiatria não caiu por terra totalmente com o fim do regime comunista, e ainda hoje opositores de Vladimir Putin se deparam com a velha realidade. Em 2012, as integrantes da banda punk feminista Pussy Riot, conhecida por suas críticas ao governo, passaram por avaliação psiquiátrica a pedido da procuradoria, que usou o controverso diagnóstico de “transtorno de personalidade” para pedir seu isolamento da sociedade. 

14. Deportações internas 


Entre as políticas para facilitar a conquista de novas Repúblicas Soviéticas para compor a URSS, estava a deportação massiva e forçada de pessoas identificadas de alguma forma como inimigas da Revolução – geralmente, setores “burgueses” e membros da intelligentsia local. Os lugares em que os deslocamentos obrigatórios foram impostos de maneira mais sistemática foram os países do Báltico (Estônia, Letônia e Lituânia). 
Ocupados durante a Segunda Guerra, eles se tornaram os membros da União Soviética menos afeitos a fazer parte do país – enquanto a maioria das outras repúblicas havia tido uma revolução interna antes, a anexação do Báltico foi forçada desde o início. 
As deportações, geralmente para a Sibéria, ocorreram ao longo de vários anos, mas tiveram algumas ondas principais: a Deportação de Junho, em 1941; a Operação Priboi, em 1949 e a Operação Osen, em 1951, são algumas das mais famosas. 
Vendidas como uma nova campanha de deskulakização, elas deslocaram em torno de 150 mil pessoas e dizimaram a resistência aos comunistas, especialmente o grupo guerrilheiro “Irmãos da Floresta”. Após a morte de Stalin, muitos habitantes foram autorizados a voltar, mas estima-se que cerca de 60% dos deportados já tinham morrido – e muitos outros acabaram fundando vilarejos na Sibéria, onde permanecem até hoje. 
Outros deslocamentos forçados tiveram um forte componente racista: buscando a “russificação” de territórios, a ditadura stalinista promoveu a limpeza étnica de grupos regionais, substituindo-os por aqueles que considerava menos resistentes à sua política. Quase 100 mil membros do povo kalmyk, originário do sudoeste da Rússia, foram deportados na Operação Ulussy de 1943, e metade deles morreu na Sibéria antes de um decreto autorizá-los a voltar para casa, treze anos depois. 
A violência das deportações foi tamanha que a própria URSS, já próxima do fim, acabaria reconhecendo como um crime contra a humanidade – identificando-as como uma “ação bárbara do regime de Stalin”. Em novembro de 1989, o Soviete Supremo condenou as deportações como algo que “contradiz as fundações da lei internacional e a natureza humanista do sistema socialista”. 

15. Repressão à Revolução Húngara (1956) 


Com o final da Segunda Guerra, a Europa passou a conviver com a ideia da Cortina de Ferro. “De Stettin, no Báltico, a Triste, no Adriático, uma ‘Cortina de Ferro’ desceu sobre o continente. Atrás daquela linha estão todas as capitais dos antigos estados da Europa Central e Oriental. Varsóvia, Berlim, Praga, Viena, Budapeste, Belgrado, Bucareste e Sofia; todas essas cidades famosas e as populações ao redor delas estão agora naquilo que eu chamo de esfera soviética, e todas estão sujeitas, de uma forma ou de outra, não apenas à influência soviética, mas a um controle muito alto e em alguns casos crescente desde Moscou”, disse o premiê britânico Winston Churchill, nos estertores da Guerra Mundial. 
A Revolução Húngara de 1956 seria o primeiro grande questionamento ao domínio soviético vindo de trás da Cortina de Ferro – a tentativa inicial de um estado-satélite de Moscou tentar recuperar a sua soberania e autodeterminação. 
Foi, também, um teste de fogo para detectar qual seria a nova postura do Partido Comunista após a morte de Stalin, que naquele ano havia sido denunciado pelo seu sucessor, Nikita Khrushchev. 
O que começou como uma revolta estudantil tomou proporções nacionais após um manifestante ser morto pela polícia estatal húngara, a ÁVH. Nos dias seguintes, milícias armadas anti-soviéticas começaram a bater de frente dom as tropas locais e com os soldados do Exército Vermelho presentes no país.  
Embora o governo húngaro inicialmente tenha anunciado o interesse em negociar uma saída dos soldados soviéticos, logo a revolta passou a ser reprimida com violência, acabando em 10 de novembro de 1956, apenas dezoito dias após o seu início. 
Ao todo, cerca de 3 mil húngaros foram mortos nos conflitos, e outros 200 mil se exilaram. O número de asilados políticos incluía até mesmo os craques da Seleção Húngara, vice-campeã mundial dois anos antes. Boa parte do time defendia o Honvéd de Budapeste e estava na Espanha para uma partida quando a revolta estourou, decidindo jamais voltar. Ferenc Puskás, maior jogador húngaro da história, acabaria assinando contrato com o Real Madrid e chegaria a defender a Seleção Espanhola. 
Dois anos após o levante, aqueles que Moscou consideravam os principais líderes foram gradativamente executados, entre eles Pál Maléter, o líder militar dos revolucionários, e Imre Nagy, o primeiro-ministro húngaro no momento em que a revolução estourou, considerado um “traidor”. 
A violenta repressão, somada à denúncia do stalinismo ocorrida mais cedo naquele ano, abalou muitos membros do Partido Comunista ao redor do mundo, que nos anos seguintes passariam a questionar os rumos dados pela URSS à Revolução. 

16. Intervenção na Primavera de Praga 1968 


Um novo questionamento ao domínio soviético sobre o Leste Europeu ocorreu na Tchecoslováquia entre janeiro e agosto de 1968. 
Alexander Dubcek havia sido eleito Primeiro Secretário do Partido Comunista do país e passou a implementar uma série de reformas que reduziam a centralização do poder e da economia, ensaiando uma abertura em relação ao Ocidente. 
Moscou buscou negociar a interrupção das reformas nos bastidores e, diante da recusa do governo de Praga em ceder sua autonomia, mais de meio milhão de soldados das nações ligadas ao Pacto de Varsóvia invadiram a Tchecoslováquia na madrugada de 21 de agosto.  
A intervenção militar foi uma demonstração de força e um alerta a outros países. Marcava o início do que ficaria conhecido como a Doutrina Brezhnev (Leonid Brezhnev havia derrubado Khrushchev e passado a comandar a URSS em 1964): segundo ela, a autodeterminação dos povos e a soberania das nações podiam ficar de lado se o socialismo estivesse ameaçado – neste caso, a ameaça não era apenas ao país em que as reformas ocorriam, mas a todas as nações sob a esfera soviética. 
Relativamente, a invasão soviética de 1968 não teve um derramamento de sangue tão grande quanto outros episódios dessa lista: foram registradas 137 mortes de civis. Alexander Dubcek também não foi removido imediatamente de seu posto – isso só ocorreria em abril de 1969, após a Tchecoslováquia vencer a URSS na final do Campeonato Mundial de Hóquei e a multidão usar a celebração do título como pretexto para tomar as ruas em protesto contra a ocupação do Exército Vermelho. Mas o encerramento forçado da Primavera de Praga indicava que tempos duros voltariam à vida cotidiana: quase 300 mil tchecoslovacos fugiriam do país nos anos seguintes. 
Como havia ocorrido em 1956, a ocupação de 1968 também foi um momento de ruptura para comunistas e socialistas ao redor do mundo, que passaram a criticar cada vez mais abertamente as políticas de Moscou. 

17. Janeiro Negro (1990) 


Depois de tentativas frustradas nas décadas anteriores, a Cortina de Ferro acabaria sendo derrubada rapidamente no final dos anos 80. A partir de 1989, regimes comunistas do Leste Europeu foram se esfacelando um a um, e a onda de mudanças chegou também à União Soviética, onde a Perestroika e a Glasnost de Mikhail Gorbachev haviam aumentado a liberdade de questionar o governo e reduzido os níveis de repressão que costumavam sufocar os movimentos opositores. 
Quando ficou claro que a situação estava saindo de controle, o governo soviético chegou a reviver a mão pesada de outros tempos, matando centenas de manifestantes em episódios como os protestos de Jeltoqsan, no Cazaquistão (1986), e a chamada Tragédia de 9 de Abril, na Geórgia (1989). Um dos episódios mais conhecidos da queda da URSS foi o chamado Janeiro Negro, quando pelo menos 90 pessoas foram mortas durante a repressão aos protestos que pediam a independência da então República Socialista Soviética do Azerbaijão, em janeiro de 1990. 
A repressão no Azerbaijão foi duramente censurada por oficiais do Kremlin, que proibiram a circulação da mídia impressa e destruíram o fornecimento de energia à TV e rádio estatais na capital, Baku. 
Mesmo assim, a Rádio Free Europe, mantida com financiamento norte-americano, conseguiu emitir as notícias para o restante do mundo, gerando protestos em escala global. O Azerbaijão decretaria sua independência formal em outubro de 1991. A União Soviética implodiria definitivamente dois meses mais tarde, quando a bandeira vermelha foi baixada em Moscou pela última vez, em 26 de dezembro de 1991.

Fonte de consulta: Gazeta do Povo